quarta-feira, 7 de janeiro de 2009



HUSKY SIBERIANO
O husky é originário da Sibéria, mais exatamente da zona que se estende entre o rio Kolyma e o estreito de Bering.
Importado pela primeira vez ao Alaska em 1909 para se utilizado nas carreiras de trenós, o husky se impôs por sua grande habilidade e extraordinária resistência.
Dotado de aguda inteligência e caráter dócil e afetuoso, é popularíssimo na América principalmente no Canadá.
PADRÃO DA RAÇA - Bruno Tausz
Padrão FCI nº 270.Origem: EUA;Nome de origem: Siberian Husky;Utilização: cão de trenó de cargas leves.Classificação FCI -- - grupo 5 - Cães Spitz e Tipo Primitivo; - Seção 1. - Cães Nórdicos de Trenó;
ASPECTO GERAL - um cão de trabalho, de porte médio, rápido, ágil, fluente e gracioso em ação. Seu corpo, moderadamente compacto, pelagem densa, orelhas eretas e cauda em pincel, revelam sua herança nórdica. Sua movimentação característica é suave e sem esforço aparente. Sua performance original, no arreio de trenó é muito eficiente, transportando cargas leves, a uma velocidade moderada, atravessa de grandes distâncias. As proporções e formas de seu corpo, refletem esse equilíbrio básico entre a velocidade, força e resistência. Os machos da raça Husky Siberiano são bem masculinos mas, nunca grosseiros, as fêmeas, bem femininas, sem fragilidade estrutural. Em condições ideais, com sua musculatura firme e bem desenvolvida, o Husky Siberiano não transporta peso excessivo.
TALHE
- altura na cernelha: machos de 53 cm a 60 cm. Fêmeas, 51 a 56 cm.
-
- comprimento: (padrão não comenta). - peso: machos: 20,5 a 27 quilos e fêmeas, 16 a 22 quilos.
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-
TEMPERAMENTO
- o temperamento característico do Husky Siberiano é amigável, gentil, mas também atento e expansivo. Não demonstra as qualidades possessivas do cão de guarda, nem é desconfiado com estranhos ou agressivo com outros cães. Algumas atitudes de reserva e dignidade podem ser esperadas de um cão amadurecido. Sua inteligência, tratabilidade e boa disposição, tornam-no uma companhia agradável e um cão disposto ao trabalho.
-
-
PELE
- (padrão não comenta).
-
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PELAGEM
- dupla, de comprimento médio, aparência bem peluda, sem ser longa a ponto de empanar o contorno bem definido do cão. Subpêlo macio e denso, de comprimento necessário para armar a pelagem de cobertura. Os pêlos são retos, suavemente assentes, uniformes, sem ser ásperos ou eriçados. A ausência de subpêlo durante a época da muda é normal. é permitido aparar os bigodes e tufos entre os dedos e em volta das patas para apresentação mais elegante. Em qualquer outra parte do cão a tosa não deve ser tolerada devendo ser severamente penalizada.
-
-
COR
- do preto ao branco puro, todas as cores são permitidas. A variedade de marcações na cabeça é comum, incluindo muitas combinações, não encontradas em outras raças.
-
-
CABEÇA
-
Crânio
- crânio de tamanho médio e proporcional ao tronco, topo ligeiramente arredondado, afinando, gradualmente, do ponto mais largo em direção aos olhos.
Stop
- bem definido
Focinho
- de comprimento médio, isto é, a distância da ponta do nariz ao stop é igual a distância do stop ao occipital. A cana nasal é reta, do stop à ponta do nariz. A largura do focinho é média afinando gradualmente para a trufa, sem que a ponta seja coniforme ou romboédrica.
Trufa
- preta, nos exemplares de cor cinza, castanho e preta; fígado, nos cães cor de cobre; podem ser cor de carne nos cães branco puro. é aceitável o "nariz de neve", rajado de rosa.
Lábios
- bem pigmentados e bem ajustados
Mordedura
- os dentes fecham-se com a mordedura em tesoura.
Olhos
- amendoados, moderadamente afastados e inseridos sutilmente oblíquos. A expressão é penetrante mas amigável, interessada e até com uma pitada de malícia. A cor dos olhos pode ser marrom ou azul; é aceitável um de cada cor ou particoloridos.
Orelhas
- tamanho médio, triangulares, de inserção alta e próximas. Espessas, bem revestidas, com a face posterior (concha acústica) levemente arqueada, e rigidamente empinadas, verticais, com as pontas levemente arredondadas.
-
-
PESCOÇO
- de comprimento médio, arqueado e, em estação, mantido erguido. No trote, adianta o pescoço, portando a cabeça sutilmente à frente.
-
-
TRONCO
- De perfil, o comprimento do tronco, da ponta dos ombros ao extremo posterior da garupa, é ligeiramente maior que a altura na cernelha.
Linha superior
- nivelada da cernelha à garupa.
Cernelha
- (padrão não comenta).
Dorso
- é reto e forte. De comprimento médio, sem ser curto nem excessivamente longo. O lombo é e, no ventre,
Peito
- profundo e forte, sem ser muito largo, com o ponto mais baixo logo atrás dos cotovelos e no mesmo nível.
Costelas
- bem arqueadas, desde a articulação com a espinha, achatando-se nos flancos, de modo a proporcionar liberdade de ação.
Ventre
- ligeiramente esgalgado.
Lombo
- tendido e seco, mais estreito que o tórax
Garupa
- faz um ângulo com a linha superior, mas nunca a ponto de comprometer a propulsão dos posteriores.
-
-
MEMBROS
Anteriores - visto de frente, em estação, membros são moderadamente afastados, paralelos e retos. A ossatura é substanciosa sem ser pesada. O comprimento do membro, do cotovelo ao solo, é ligeiramente maior que a distância do cotovelo à cernelha.
Ombros
- a escápula é inclinada, fazendo um ângulo, aproximado, de 45º com o solo. O úmero é ligeiramente angulado para trás, desde a ponta do ombro até o cotovelo, nunca vertical. Os músculos e ligamentos, que mantém os ombros articulados ao tórax, são firmes e bem desenvolvidos.
Braços
- (padrão não comenta).
Cotovelos
- trabalhando rente ao tórax e corretamente direcionados para a frente.
Antebraços
- (padrão não comenta).
Carpos
- fortes e flexíveis
Metacarpos
- ligeiramente inclinados
Patas
- de tamanho médio, ovais sem serem longas, compactas e bem revestidas entre os dedos e almofadas plantares. As almofadas são bem acolchoadas com a sola resistente. Em "stay", as patas ficam corretamente direcionadas para a frente.
-
-
Posteriores - visto por trás e em estação, os membros são paralelos e moderadamente afastados.
Coxas
- bem musculadas e poderosas
Joelhos
- bem angulados.
Pernas
- (padrão não comenta).
Metatarsos
- (padrão não comenta).
Jarretes
- curtos com articulações bem definidas. Ergôs devem ser removidos.
Patas
- de tamanho médio, ovais sem serem longas, compactas e bem revestidas entre os dedos e almofadas plantares. As almofadas são bem acolchoadas com a sola resistente. Em "stay", as patas ficam corretamente direcionadas para a frente.
-
-
Cauda
- bem revestida, com o formato da cauda da raposa e inserida logo abaixo do nível da linha superior e, geralmente, portada acima da linha do dorso, fazendo uma graciosa curva em foice, quando o cão está em atenção, sem enrolar para os lados, nem achatar-se sobre o dorso. Em trabalho ou em repouso, é normal a cauda ficar caída. Pêlos, de comprimento médio, aproximadamente, do mesmo tamanho em todas as direções, conferindo o aspecto de uma escova redonda.
-
-
Movimentação
- a característica do Husky Siberiano é a movimentação suave e fluente e, tão leve, que parece não fazer o menor esforço. Rápido e ágil, devendo ser apresentado nas exposições com a guia frouxa. Para exibir, o alcance dos anteriores e a propulsão dos posteriores, o trote deve ser um pouco mais rápido. No exame de ida e volta, a passo, o Husky Siberiano não converge os membros numa trilha única, mas à medida que a velocidade aumenta, os membros convergem e se aproximam gradualmente, até que as almofadas plantares pisem sobre a linha da projeção no solo, do eixo longitudinal do corpo. Conforme as pegadas convergem, os membros anteriores e posteriores movimentam-se no mesmo alinhamento, com os joelhos e cotovelos movimentando-se corretamente direcionados para a frente. Cada membro posterior se move para alcançar a pegada do anterior do mesmo lado. Durante a movimentação a linha superior se mantém firme e nivelada.
-
-
Faltas
- avaliadas conforme a gravidade. Cabeça grosseira ou pesada, cabeça muito cinzelada.Focinho pontudo ou grosseiro, focinho curto ou comprido, stop insuficiente, qualquer mordedura, que não em tesoura.Orelhas muito grandes em proporção a cabeça, inseridas muito separadas, sem ser fortemente eretas.Olhos de inserção oblíqua ou muito próximos.Pescoço muito curto e grosso, pescoço muito longo.Ombros retos, ou soltos.Peito muito largo, costelas em barril, sem curvatura ou fracas.Dorso frágil ou selado, dorso carpeado, linha superior inclinada.Metacarpos fracos, ossos muito pesados, muito estreito ou frente muito larga, cotovelos abertos.Joelhos retos, jarretes de vaca, posteriores muito fechados ou abertos. Dedos fracos ou espalmados, patas muito grandes e grosseiras, patas muito pequenas e delicadas; desvios para dentro ou para fora.Cauda quebrada ou enrolada, excessivamente emplumada, de inserção muito alta ou baixa.Movimentos curtos, saltitante ou arritmada, bamboleante ou desajeitado, movimento cruzado, movimentação de caranguejo.Pelagem longa, áspera ou felpuda, textura muito áspera ou sedosa, trimming de pelagem fora das regiões permitidas.
-
-
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais: machos, acima de 60 cmfêmeas, acima de 56 cm
-
-
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
O husky é originário da Sibéria, mais exatamente da zona que se estende entre o rio Kolyma e o estreito de Bering.
Importado pela primeira vez ao Alaska em 1909 para se utilizado nas carreiras de trenós, o husky se impôs por sua grande habilidade e extraordinária resistência.
Dotado de aguda inteligência e caráter dócil e afetuoso, é popularíssimo na América principalmente no Canadá.
PADRÃO DA RAÇA - Bruno Tausz
Padrão FCI nº 270.Origem: EUA;Nome de origem: Siberian Husky;Utilização: cão de trenó de cargas leves.Classificação FCI -- - grupo 5 - Cães Spitz e Tipo Primitivo; - Seção 1. - Cães Nórdicos de Trenó;
ASPECTO GERAL - um cão de trabalho, de porte médio, rápido, ágil, fluente e gracioso em ação. Seu corpo, moderadamente compacto, pelagem densa, orelhas eretas e cauda em pincel, revelam sua herança nórdica. Sua movimentação característica é suave e sem esforço aparente. Sua performance original, no arreio de trenó é muito eficiente, transportando cargas leves, a uma velocidade moderada, atravessa de grandes distâncias. As proporções e formas de seu corpo, refletem esse equilíbrio básico entre a velocidade, força e resistência. Os machos da raça Husky Siberiano são bem masculinos mas, nunca grosseiros, as fêmeas, bem femininas, sem fragilidade estrutural. Em condições ideais, com sua musculatura firme e bem desenvolvida, o Husky Siberiano não transporta peso excessivo.
TALHE
- altura na cernelha: machos de 53 cm a 60 cm. Fêmeas, 51 a 56 cm.
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- comprimento: (padrão não comenta). - peso: machos: 20,5 a 27 quilos e fêmeas, 16 a 22 quilos.
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TEMPERAMENTO
- o temperamento característico do Husky Siberiano é amigável, gentil, mas também atento e expansivo. Não demonstra as qualidades possessivas do cão de guarda, nem é desconfiado com estranhos ou agressivo com outros cães. Algumas atitudes de reserva e dignidade podem ser esperadas de um cão amadurecido. Sua inteligência, tratabilidade e boa disposição, tornam-no uma companhia agradável e um cão disposto ao trabalho.
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PELE
- (padrão não comenta).
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PELAGEM
- dupla, de comprimento médio, aparência bem peluda, sem ser longa a ponto de empanar o contorno bem definido do cão. Subpêlo macio e denso, de comprimento necessário para armar a pelagem de cobertura. Os pêlos são retos, suavemente assentes, uniformes, sem ser ásperos ou eriçados. A ausência de subpêlo durante a época da muda é normal. é permitido aparar os bigodes e tufos entre os dedos e em volta das patas para apresentação mais elegante. Em qualquer outra parte do cão a tosa não deve ser tolerada devendo ser severamente penalizada.
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COR
- do preto ao branco puro, todas as cores são permitidas. A variedade de marcações na cabeça é comum, incluindo muitas combinações, não encontradas em outras raças.
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CABEÇA
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Crânio
- crânio de tamanho médio e proporcional ao tronco, topo ligeiramente arredondado, afinando, gradualmente, do ponto mais largo em direção aos olhos.
Stop
- bem definido
Focinho
- de comprimento médio, isto é, a distância da ponta do nariz ao stop é igual a distância do stop ao occipital. A cana nasal é reta, do stop à ponta do nariz. A largura do focinho é média afinando gradualmente para a trufa, sem que a ponta seja coniforme ou romboédrica.
Trufa
- preta, nos exemplares de cor cinza, castanho e preta; fígado, nos cães cor de cobre; podem ser cor de carne nos cães branco puro. é aceitável o "nariz de neve", rajado de rosa.
Lábios
- bem pigmentados e bem ajustados
Mordedura
- os dentes fecham-se com a mordedura em tesoura.
Olhos
- amendoados, moderadamente afastados e inseridos sutilmente oblíquos. A expressão é penetrante mas amigável, interessada e até com uma pitada de malícia. A cor dos olhos pode ser marrom ou azul; é aceitável um de cada cor ou particoloridos.
Orelhas
- tamanho médio, triangulares, de inserção alta e próximas. Espessas, bem revestidas, com a face posterior (concha acústica) levemente arqueada, e rigidamente empinadas, verticais, com as pontas levemente arredondadas.
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PESCOÇO
- de comprimento médio, arqueado e, em estação, mantido erguido. No trote, adianta o pescoço, portando a cabeça sutilmente à frente.
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TRONCO
- De perfil, o comprimento do tronco, da ponta dos ombros ao extremo posterior da garupa, é ligeiramente maior que a altura na cernelha.
Linha superior
- nivelada da cernelha à garupa.
Cernelha
- (padrão não comenta).
Dorso
- é reto e forte. De comprimento médio, sem ser curto nem excessivamente longo. O lombo é e, no ventre,
Peito
- profundo e forte, sem ser muito largo, com o ponto mais baixo logo atrás dos cotovelos e no mesmo nível.
Costelas
- bem arqueadas, desde a articulação com a espinha, achatando-se nos flancos, de modo a proporcionar liberdade de ação.
Ventre
- ligeiramente esgalgado.
Lombo
- tendido e seco, mais estreito que o tórax
Garupa
- faz um ângulo com a linha superior, mas nunca a ponto de comprometer a propulsão dos posteriores.
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MEMBROS
Anteriores - visto de frente, em estação, membros são moderadamente afastados, paralelos e retos. A ossatura é substanciosa sem ser pesada. O comprimento do membro, do cotovelo ao solo, é ligeiramente maior que a distância do cotovelo à cernelha.
Ombros
- a escápula é inclinada, fazendo um ângulo, aproximado, de 45º com o solo. O úmero é ligeiramente angulado para trás, desde a ponta do ombro até o cotovelo, nunca vertical. Os músculos e ligamentos, que mantém os ombros articulados ao tórax, são firmes e bem desenvolvidos.
Braços
- (padrão não comenta).
Cotovelos
- trabalhando rente ao tórax e corretamente direcionados para a frente.
Antebraços
- (padrão não comenta).
Carpos
- fortes e flexíveis
Metacarpos
- ligeiramente inclinados
Patas
- de tamanho médio, ovais sem serem longas, compactas e bem revestidas entre os dedos e almofadas plantares. As almofadas são bem acolchoadas com a sola resistente. Em "stay", as patas ficam corretamente direcionadas para a frente.
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Posteriores - visto por trás e em estação, os membros são paralelos e moderadamente afastados.
Coxas
- bem musculadas e poderosas
Joelhos
- bem angulados.
Pernas
- (padrão não comenta).
Metatarsos
- (padrão não comenta).
Jarretes
- curtos com articulações bem definidas. Ergôs devem ser removidos.
Patas
- de tamanho médio, ovais sem serem longas, compactas e bem revestidas entre os dedos e almofadas plantares. As almofadas são bem acolchoadas com a sola resistente. Em "stay", as patas ficam corretamente direcionadas para a frente.
-
-
Cauda
- bem revestida, com o formato da cauda da raposa e inserida logo abaixo do nível da linha superior e, geralmente, portada acima da linha do dorso, fazendo uma graciosa curva em foice, quando o cão está em atenção, sem enrolar para os lados, nem achatar-se sobre o dorso. Em trabalho ou em repouso, é normal a cauda ficar caída. Pêlos, de comprimento médio, aproximadamente, do mesmo tamanho em todas as direções, conferindo o aspecto de uma escova redonda.
-
-
Movimentação
- a característica do Husky Siberiano é a movimentação suave e fluente e, tão leve, que parece não fazer o menor esforço. Rápido e ágil, devendo ser apresentado nas exposições com a guia frouxa. Para exibir, o alcance dos anteriores e a propulsão dos posteriores, o trote deve ser um pouco mais rápido. No exame de ida e volta, a passo, o Husky Siberiano não converge os membros numa trilha única, mas à medida que a velocidade aumenta, os membros convergem e se aproximam gradualmente, até que as almofadas plantares pisem sobre a linha da projeção no solo, do eixo longitudinal do corpo. Conforme as pegadas convergem, os membros anteriores e posteriores movimentam-se no mesmo alinhamento, com os joelhos e cotovelos movimentando-se corretamente direcionados para a frente. Cada membro posterior se move para alcançar a pegada do anterior do mesmo lado. Durante a movimentação a linha superior se mantém firme e nivelada.
-
-
Faltas
- avaliadas conforme a gravidade. Cabeça grosseira ou pesada, cabeça muito cinzelada.Focinho pontudo ou grosseiro, focinho curto ou comprido, stop insuficiente, qualquer mordedura, que não em tesoura.Orelhas muito grandes em proporção a cabeça, inseridas muito separadas, sem ser fortemente eretas.Olhos de inserção oblíqua ou muito próximos.Pescoço muito curto e grosso, pescoço muito longo.Ombros retos, ou soltos.Peito muito largo, costelas em barril, sem curvatura ou fracas.Dorso frágil ou selado, dorso carpeado, linha superior inclinada.Metacarpos fracos, ossos muito pesados, muito estreito ou frente muito larga, cotovelos abertos.Joelhos retos, jarretes de vaca, posteriores muito fechados ou abertos. Dedos fracos ou espalmados, patas muito grandes e grosseiras, patas muito pequenas e delicadas; desvios para dentro ou para fora.Cauda quebrada ou enrolada, excessivamente emplumada, de inserção muito alta ou baixa.Movimentos curtos, saltitante ou arritmada, bamboleante ou desajeitado, movimento cruzado, movimentação de caranguejo.Pelagem longa, áspera ou felpuda, textura muito áspera ou sedosa, trimming de pelagem fora das regiões permitidas.
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-
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais: machos, acima de 60 cmfêmeas, acima de 56 cm
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NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

MASTIN NAPOLITANO
História do Mastino
Atlas Agripa - Canil Signori D'Arezzo
Napole, cidade italiana, encravada na região da Campânia, é banhada pelo Mar Tirreno e no verão ostenta um dos céus mais azuis do país. A máfia italiana, porém, a vê com bons olhos não pelo excelente clima, mas sim por ser o berço da Camorra - um dos ramos mais importantes, eficientes e lucrativos da família - e também de Al Capone, o lendário gângster que enriqueceu sob os auspícios da Lei Seca nos EUA dos anos 30. Nada mais natural que o Mastino Napoletano, em 1946, depois de anos quase extinto, ressurgisse em Napole. Seu arrebatamento, força física e apego à família são traços típicos das terras napolitanas.
A espessa névoa do tempo encobre as origens mais remotas do Mastim, ou Mastino Napoletano, como preferem seus criadores mais ortodoxos. Há muitas hipóteses para seu surgimento, todas passíveis de crédito. Alguns afirmam que ele seria descendente dos cães que Alexandre, o Grande, conheceu na Grécia e logo trouxe a Roma. Outros sustentam que seria descendente direto dos molossos romanos, usados nas guerras contra os exércitos inimigos. Ainda há quem credite sua ascendência ao cruzamento entre os molossos romanos e os "Pugnaces Britannie", trazidos da Inglaterra pelos soldados romanos.
Por último há a possibilidade de ter sido trazido ao Mediterrâneo em navios fenícios, há milênios. Estas suposições têm em comum a crença que o progenitor do Mastino seria um cão de características molossóicas que viveu no Tibete. Porém, alguns estudiosos discordam desta linha de raciocínio e investigam o passado do Mastim em cães europeus.
Se a origem é indefinida ainda, a época da aparição está bem registrada por Columela, um grande orador da Roma antiga: "o cão guardião da casa deve ser preto, ou escuro, para atemorizar o ladrão de dia e poder atacá-lo à noite, sem ser visto. A cabeça é tão importante que se apresenta como a parte mais importante do corpo, as orelhas são caídas e pendem para a frente..."
Além de ser usado para guarda, seu trabalho junto ao Exército era importantíssimo. Como as lutas eram corpo-a-corpo, a investida de centenas destes cães - cada soldado romano possuía um exemplar - representava muitas baixas no exército inimigo. Foi usado também para diversão do público em lutas contra touros nas arenas. Há algumas indicações de ter sido utilizado também para sacrifício de cristãos. Para Enrico Furio Dominici, em Florianópolis - SC, um italiano criador de Mastins há 16 anos, esse uso da raça não aconteceu, "o Mastim nunca foi usado para matar cristãos, eles só atacam para defender o dono e seu território. Já vi alguns filmes americanos que mostram esse absurdo. Em Roma, no Coliseu, os cristãos eram devorados por leões. Qualquer um que visite o Coliseu poderá comprovar isso, junto aos guias turísticos.
O tempo passou, mas o Mastim manteve suas Características desenvolvidas na região da Campânia: Durante a 2ª Guerra Mundial, muitos exemplares morreram.
A fome se abateu sobre todos e não havia alimentação para o pesado Mastim, que consome em média 2,5 kg de comida por dia.
Em 1946, ressurgiram oito belos exemplares na 1ª Exposição Canina em Napole. Estes cães despertaram o interesse do escritor Piero Scanziani. Ele criou e selecionou os melhores exemplares para, finalmente, em 1949, conseguir junto ao E.N.C.I. (Ente Nazionale Cinofilo Italiano) o reconhecimento oficial da raça. Em 1971, a mesma entidade fixou definitivamente o padrão da raça. Hoje em dia, é criado em todo o mundo, e sua procura nos países europeus é grande. Sua larga aceitação deve-se ao fato de ser exímio cão de guarda, que prescinde de qualquer adestramento, pois segundo Enrico Dominici, "ele é guarda há 2 mil anos, já aprendeu a fazer isto muito bem".
Pollyanna (4 meses) - Prop. Dra. Auri Bruno
Como ele age na guarda
As vezes a gente fica observando-o de longe, imaginando o que estará pensando, sozinho no quintal, com aquele ar de superioridade. Imponente, grande, forte, corajoso, feio e ao mesmo tempo lindo, movimentação segura, tranqüila... parece um marechal!
Falando de seus cães com muito entusiasmo, Eduardo M. Maranhão, de Catanduva - SP, explica que o Mastino tem até uma estratégia de guarda, como a de um marechal mesmo: "Ele se senta numa posição estratégica, num local de onda possa observar toda a movimentação de pessoas dentro e fora da casa, como se fosse ele o responsável único e absoluto por tudo e pela resolução de todos os problemas".
Para delimitar o território que lhe será destinado à guarda, ele fareja todo o local durante os dois primeiros dias, marca os cantos com urina, circula sem correr pelo ambiente ao qual se apega em demasia - informações confirmadas por todos os criadores consultados. Esse grande apego ao dono e ao seu território, faz com que o Mastino demonstre uma profunda aversão à estranhos. "Quando chego em casa, com o carro, minha cadela praticamente me revista e, se tiver pessoa estranha dentro do carro, ela fica muito desconfiada", afirma Aníbal Rebequi Pereira, de Bragança Paulista, SP, descrevendo o comportamento de sua fêmea em relação à estranhos. "É um cão que age silenciosamente. Quase não late, vai de mansinho e ataca pulando sobre a pessoa", conta Roseli Pereira, esposa de Aníbal, que também lida diariamente com os cães. Ela conta que, a algum tempo, quando a casa do vizinho estava em construção, havia alguns pedreiros que trabalharam lá durante meses, ficando por isso conhecidos até pelos cães, embora nunca tenham passado do muro para dentro de sua residência. Certa vez, deixaram cair uma ferramenta no seu quintal e um dos pedreiros, julgando que não havia perigo, pulou para lá para pegar o objeto. "Bastou ele pular o muro para que a cadela, sentada à porta da cozinha, atenta a tudo, saísse correndo, sem latir, para pegá-lo. A sorte é que ele percebeu e voltou logo para o outro lado. Se ela tivesse alcançado, poderia machucá-lo muito e até tê-lo matado". De fato, não teria sido difícil que a suposição de Roseli se concretizasse, principalmente graças ao tamanho, peso e força excepcionais, aliados a uma forma certeira de ataque. "O Mastino nunca vai morder a perna de alguém. Ele pula no rosto da pessoa, buscando seu pescoço, já com intenção de matar", afirma Aníbal, que já teve oportunidade de constatar isso assistindo a um treinamento de ataque. "Mas não é um cão de má índole", segundo Maranhão, que explica que, "pelo contrário, é até muito amoroso com os donos. Meus cães querem sempre ficar em volta da gente, recebendo carinho, brincando". "E são até muito afáveis com crianças", acrescenta o criador João Carlos Marinoni, de Curitiba, PR, fato também comprovado por Aníbal, quando do nascimento de seu filho: "Ele não teve ciúmes do nenê, queria ficar junto do carrinho, tomando conta dele".
Uma característica do Mastino Napoletano é a expressão de ferocidade que assume quando se vê na incumbência de defender seu dono. "A expressão é aterradora. Ele levanta a cabeça e as orelhas, fica imponente, retesa os músculos, os olhos ficam mais brilhantes, e conforme a tensão aumenta, ficam mais vermelhos devido ao aumento do fluxo de sangue", afirma Marinoni.
"Parece mais um animal selvagem", acrescenta Maranhão, "mostra os dentes, começa a urrar, enruga a testa e os olhos brilham de maneira impressionante. Todo mundo se assusta só com a expressão dele".
Quanto ao ataque, Marinoni explica por fases: quando da aproximação de um estranho, primeiramente, ele fica alerta e tende a rosnar. Se a pessoa se aproximar mais, ele se "arma" para o ataque. Se estiver deitado, ou sentado, se levanta, prepara os músculos para o ataque, retesando-os. Se a pessoa insistir em avançar no território, ele salta sobre ele e a derruba, sendo capaz de machucá-la muito devido a seu peso.
Outro fator que contribui bastante para a eficiência deste cão é a sua mordedura muito possante. Içan Samaur, de São Paulo, SP, relata que "durante o ataque, ele pega a presa e não a solta; segura até rasgar a vítima. Pega a presa e a chacoalha, não a soltando mais. E se derrubar a pessoa, ele sai arrastando-a". Içan já viu isto acontecer em treinamento. "O cão pega no braço do treinador e não o larga", afirma ele. A forte mordedura do Mastino é algo que seus criadores podem comprovar facilmente. Maranhão tem um cão chamado Barone, de 2 anos e 70 quilos. Numa brincadeira que costuma fazer, Eduardo enrola um pano, segura-o em uma das extremidades, enquanto Barone morde a outra. Então ele o gira em torno de si. Barone consegue se sustentar no ar com todo o seu peso sem o menor prejuízo para os seus dentes. Aníbal Pereira, por sua vez, conta que costuma dar ossos de boi para sua cadela e que esta os tritura em segundos, sem muita dificuldade. "outro dia, dei um osso de vaca para a minha cadela, e ela, sem esforço, quebrou-o inteiro e comeu. Acho que se ela morder uma pessoa, poderá deixá-la seriamente machucada".
De modo geral, o Mastino não se assusta com tiros, fogos de artifício e trovões, entre outros ruídos - pelo menos no dizer de seus criadores. Aníbal Pereira teve até oportunidade de comprovar esse fato. Já atirou perto de seus cães com um revólver calibre 38. No sítio, ele treina tiro ao alvo. "Pode-se atirar o quanto quiser, que ele não liga, não se amedronta". Porém, Eduardo M. Maranhão acredita que o medo de tiros ou outros ruídos não pode ser atribuído a essa ou àquela raça. "Tudo depende do condicionamento do cão". Ele conta que já levou sua cadela a uma exposição no qual houve uma prova de tiro. Ele recorda que ela ficou alerta, mas não com medo. "Em relação à relâmpagos e trovões, existe uma regra para todos os cães - por herança ou significado genético - de "procurar abrigo", diz ele. Marinoni, por sua vez, afirma que seus cães não demonstram o menor temor a relâmpagos ou trovões e que nestas ocasiões, eles latem ostensivamente.
No carro, na calçada, ou em qualquer outro local a ser guardado, o comportamento do Mastino parece ser o mesmo. Quando um estranho se aproxima, ele fica alerta, rosna, arma-se para o ataque, mas se contém se receber um comando em contrário do dono, segundo afirmação dos criadores. O carro é defendido como se fosse uma continuação da casa, ou como propriedade do próprio cão. No passeio, que ninguém se atreva a botar a mão em sua cabeça e muito menos a fazer qualquer gesto mais brusco, pois ele reage violentamente. Essa é uma característica que Maranhão faz questão de conservar para que o cão "nunca abra a guarda a ninguém", porque acredita que se permitir que alguém o agrade, mais tarde um estranho poderá persuadi-lo.
Maranhão alerta: "Todo proprietário de Mastino deve ter consciência de que não pode deixar seu cão absolutamente à vontade, sem domínio sobre ele, pois quando um Mastino parte para um ataque, é muito difícil fazê-lo parar. Deve-se evitar o ataque, impedindo o cão no momento em que ele se prepara para tal. Até então, será possível refreá-lo". Tempos atrás, a mãe de Eduardo, que mora em São Paulo, foi passar uns dias em sua casa em Catanduva. Saiu para passear pela cidade com uma amiga. Na volta, ela abriu o portão e foi entrando à vontade. A despeito da convivência que teve com os cães durante 15 dias, eles não se fizeram de rogados e saíram em sua direção. "Eu dei ordem para eles pararem e eles imediatamente obedeceram", lembra Eduardo. Marinoni afirma que seus Mastinos, mesmo sem terem sidos treinados, são extremamente obedientes. "Se você os soltar do canil durante dois ou três minutos e em seguida der-lhes uma ordem de retorno imediato, eles voltarão sem criar problemas, não resistem à ordens".
"Cão de guarda por excelência". Quem comprova essa afirmação é Maranhão. Ele conta que, um conhecido seu, que morava em Goiânia, saiu para fazer cooper em companhia de seu cão e em dado momento, distanciou-se dele mais ou menos 20 metros. Na ocasião, um desconhecido tentou assaltá-lo e o cão, mesmo de longe, percebeu a situação ameaçadora que envolvia seu dono. Correu e atacou o assaltante, machucando-o muito. O mais interessante é que esse cachorro conhecia muitas pessoas na cidade e nunca avançava em ninguém justamente por esse motivo, mas foi capaz de perceber que seu dono vivia uma situação de perigo. Eduardo conta que esse cão acabou morrendo envenenado e acredita que foi mesmo por "vingança do assaltante". "Mas não foi fácil matá-lo. Esse não comia nada fora de seu comedouro e a pessoa que o envenenou teve de colocar o alimento ali. Caso contrário, não o conseguiria".
O Mastino Napoletano é um cão bastante ágil, considerando-se que é bastante pesado - pesa de 55 à 85 Kg. Segundo seus criadores, embora tenha aparência de "molenga" (devido à pele solta), ele é capaz de saltar a uma altura de 1,5 m. aproximadamente. Fazer amizade com um Mastino é uma empreitada muito difícil. "Antes de abrir os olhos (quando nascem), os filhotinhos já avançam na mão da gente. Com 20 ou 30 dias, eles começam a fazer "reconhecimento das pessoas". É possível fazer amizade com ele até os 8 meses, no máximo até um ano de idade. A partir daí, é muito difícil", afirma Aníbal Pereira. Quem conseguir ter um amigo Mastino "terá um companheiro devotado, de exclusiva confiança e que nunca vai deixá-lo numa situação de perigo". Esta é a opinião de Eduardo M. Maranhão, que acredita estar 100% seguro com seus cães "Eles parecem que dão a vida pela gente", conclui.
Padrão oficial da raça
CBKC nº 197a de 11/04/94.FCI nº 197f de 19/11/91.
País de Origem: Itália (Napole)Nome no país de origem: Mastino NapoletanoAparência Geral: de porte grande e conformação de um broquimorfo, cujo comprimento do tronco é maior que a altura na cernelha.Proporções importantes:Altura na cernelha: machos de 65 a 73* cm.; fêmeas de 60 a 68 cm. (* o clube especializado da raça na Itália diz que a medida 73 cm. para machos está errada, valendo os dados do item Talhe).Comprimento do tronco: 10% maior que a altura na cernelha.Cabeça: 30% da altura, aproximadamente.Relação crânio-focinho: 2 por 1Comportamento e caráter: caráter firme, leal, sem ser mordaz ou agressivo injustificadamente, defensor da propriedade e das pessoas assumindo sempre um comportamento vigilante, inteligente, nobre e majestoso.Cabeça: braquicefálica, massuda, com o crânio largo na altura dos zigomas, seu comprimento total atinge cerca de 30% da altura na cernelha. Pele abundante com rugas e pregas, das quais, partindo do canto distal externo da pálpebra, surge uma prega típica e bem marcada indo até a comissura labial. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas.Crânio: largo e achatado, particularmente entre as orelhas e ligeiramente convexo na região anterior. As arcadas zigomáticas são muito pronunciadas, mas com músculos planos. A largura é maior que 50% do comprimento total da cabeça. As arcadas superciliares são muito desenvolvidas, a sutura metópica é marcada, a apófise occipital apenas marcada.Região Facial:Trufa: sobre a mesma linha da cana nasal sem projetar-se além da linha anterior dos lábios; deve ser volumosa com narinas grandes e bem abertas. A pigmentação acompanha a da pelagem: preta nos exemplares pretos, escura nos de outras cores e marrom nos de pelagem mogno.Focinho: muito largo e profundo, seu comprimento corresponde ao da cana nasal, sendo próximo a 33% do comprimento total da cabeça. As faces laterais são paralelas, de maneira que, visto de frente, dá ao focinho uma forma, praticamente, quadrada.Lábios: de pele pesada, espessa e abundante. Visto de frente, os lábios formam um "V" invertido. A linha inferior do focinho é formada pelo contorno do lábio superior. Sendo o ponto mais baixo a comissura labial, situada na vertical do canto externo do olho, com as mucosas visíveis.Maxilares: forte, com ossos mandibulares bem robustos e arcadas dentárias perfeitamente encaixadas. A mandíbula deve ser bem larga com incisivos alinhados.Dentes: brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos. Os incisivos do maxilar tocam com sua face posterior , a face anterior dos incisivos da mandíbula (mordedura em tesoura).Olhos: de inserção frontal, bem afastados e ligeiramente aprofundados, com o contorno das pálpebras tendendo ao redondo. A cor da íris acompanha a cor da pelagem.Orelhas: em relação do talhe do cão, são pequenas, de formato triangular, inseridas acima das arcadas zigomáticas. Quando inteiras, são achatadas e portadas pendentes e rente às faces, quando operadas formam um triângulo quase equilátero.Pescoço:Perfil: linha superior levemente arqueada.Comprimento: em torno de 28% da altura da cernelha.Forma: de tronco de cone e bem musculado, o perímetro, na metade do seu comprimento, é igual a 80% da altura na cernelha.Pele: a linha inferior do pescoço é rica em peles soltas que formam uma barbela dupla, menos abundante, começa logo atrás da mandíbula e termina na metade do comprimento do pescoço.Tronco: o comprimento do tronco ultrapassa a altura da cernelha em 10%.Linha superior: a linha superior do dorso é reta, onde a cernelha se apresenta larga, longa e não muito elevada.Dorso: largo de comprimento em torno de 33% da altura da cernelha. A região lombar deve fundir-se harmoniosamente com o dorso, pela musculatura de largura bem desenvolvida. Caixa torácica ampla, com costelas longas e bem arqueadas. O perímetro torácico ultrapassa em 25% a altura na cernelha (altura + 25%).Garupa: larga, robusta e bem musculada. Com angulação em torno de 30°. Comprimento igual a 30% da altura na cernelha. Ancas proeminentes a ponto de alcançar a linha superior do lombo.Peito: largo, amplo com os músculos peitorais bem desenvolvidos. A largura está em relação direta com a do tórax atingindo os 40% a 45% da altura na cernelha. A ponta do esterno está situada no mesmo nível da ponta do ombro.Cauda: com base larga, grossa na raiz; robusta, adelgando-se ligeiramente, para a ponta. O comprimento atinge o nível dos jarretes. Amputada, a cerca de 66% do seu comprimento, portanto permanece cerca de 33%. Em repouso é portada pendente e em cimitarra; em movimento, eleva-se até a horizontal, ou um pouco mais do alto do dorso.Membros anteriores: em conjunto, os aprumos vistos de qualquer ângulo são verticais com uma ossatura robusta e bem proporcionada.Ombros: de comprimento em torno de 30% da altura na cernelha fazendo um ângulo de 50º a 60º com a horizontal. A musculatura é bem desenvolvida com músculos longos e bem contornados. O ângulo da articulação escápulo-humeral é de 105° a 115°.Cotovelos: abundantemente revestidos por uma pele frouxa, trabalhando moderadamente ajustados à parede torácica.Antebraços: de comprimento quase igual ao do braço em posição perfeitamente vertical, dotado de uma ossatura robusta e de uma musculatura seca e bem desenvolvida.Carpo: articulado na vertical do antebraço, bem largo, seco e liso.Metacarpo: chato, articulado no prumo do antebraço. Inclinado em torno de 70° a 75° com a horizontal. De comprimento aproximado de 16,5% do comprimento do membro, do solo ao cotovelo.Pata: redonda, volumosa, com os dedos bem arqueados e bem fechados. Almofadas plantares secas, solas duras e bem pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.Membros posteriores: no conjunto são robustos e poderosos, cuja proporção assegura a propulsão necessária ao movimento.Coxa: medindo 33% da altura na cernelha fazendo um ângulo em torno de 60° com a horizontal. Larga com músculos grossos e proeminentes, claramente evidenciados. Angulação coxo-femoral é de 90°.Pernas: de comprimento um pouco inferior ao da coxa e anguladas de 50° a 55°, dotada de robusta ossatura em musculatura bem modelada.Joelhos: angulação femoro-tibial em torno de 110° a 115°.Jarretes: bem longos em relação às pernas, de comprimento igual a 25% da altura na cernelha; angulação tibio-tarsiana em torno de 140° a 145°.Metatarso: robusto e seco, de forma quase cilíndrica; e perfeitamente a prumo. De comprimento em torno de 25% da altura na cernelha. Ergôs, eventualmente presentes deverão ser amputados.Pata: menor que a dos anteriores, redondas, com dedos fechados. Almofadas plantares secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.Movimentação: constitui uma das características típicas da raça. O passo é indolente, lento, semelhante ao do urso. O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O Mastino Napoletano raramente galopa. Andadura preferida: passo e trote. O chouto é tolerado.Pele: espessa, abundante e solta em todo o corpo, particularmente na cabeça onde desenha numerosas pregas ou rugas, e na linha inferior do pescoço, aonde forma barbela.Pelo: brilhante, denso; todos de igual comprimento, no máximo 1,5 cm., uniformemente liso e fino. Sem apresentar qualquer início de franja.Cor: de preferência cinza, cinza-chumbo e preto, com eventuais pequenas manchas brancas no centro do antepeito e na ponta dos dedos como também, mogno, fulvo e fulvo-avermelhado (cervo). Todas as cores podem ser tigradas. O avelã, cor de rola (rolinha) e isabela.Talhe: altura na cernelha: machos de 65 a 75 cm. e fêmeas de 60 a 68 cm., com uma tolerância de mais ou menos 02 cm.Peso: machos de 60 a 70 quilos; fêmeas de 50 a 60 quilos.* Nota: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção da sua gravidade.Faltas que desqualificam para o julgamento: (no exame preliminar): prognatismo pronunciado (inferior); cauda enrolada; altura fora dos limites tolerados.
Desqualificações:
1. retrognatismo (prognatismo superior).2. convergência ou divergência acentuada das linhas crânio e focinho.3. cana nasal côncava ou muito arqueada.4. despigmentação total da trufa.5. despigmentação total da orla das duas pálpebras.6. estrabismo bilateral.7. ausência de rugas, pregas ou barbelas.8. monorquidismo, criptorquidismo.9. anurismo (ausência de cauda), braquiurismo (cauda curta); congênito ou adquirido.10. manchas brancas muito extensas.11. manchas brancas na cabeça.
História do Mastino
Atlas Agripa - Canil Signori D'Arezzo
Napole, cidade italiana, encravada na região da Campânia, é banhada pelo Mar Tirreno e no verão ostenta um dos céus mais azuis do país. A máfia italiana, porém, a vê com bons olhos não pelo excelente clima, mas sim por ser o berço da Camorra - um dos ramos mais importantes, eficientes e lucrativos da família - e também de Al Capone, o lendário gângster que enriqueceu sob os auspícios da Lei Seca nos EUA dos anos 30. Nada mais natural que o Mastino Napoletano, em 1946, depois de anos quase extinto, ressurgisse em Napole. Seu arrebatamento, força física e apego à família são traços típicos das terras napolitanas.
A espessa névoa do tempo encobre as origens mais remotas do Mastim, ou Mastino Napoletano, como preferem seus criadores mais ortodoxos. Há muitas hipóteses para seu surgimento, todas passíveis de crédito. Alguns afirmam que ele seria descendente dos cães que Alexandre, o Grande, conheceu na Grécia e logo trouxe a Roma. Outros sustentam que seria descendente direto dos molossos romanos, usados nas guerras contra os exércitos inimigos. Ainda há quem credite sua ascendência ao cruzamento entre os molossos romanos e os "Pugnaces Britannie", trazidos da Inglaterra pelos soldados romanos.
Por último há a possibilidade de ter sido trazido ao Mediterrâneo em navios fenícios, há milênios. Estas suposições têm em comum a crença que o progenitor do Mastino seria um cão de características molossóicas que viveu no Tibete. Porém, alguns estudiosos discordam desta linha de raciocínio e investigam o passado do Mastim em cães europeus.
Se a origem é indefinida ainda, a época da aparição está bem registrada por Columela, um grande orador da Roma antiga: "o cão guardião da casa deve ser preto, ou escuro, para atemorizar o ladrão de dia e poder atacá-lo à noite, sem ser visto. A cabeça é tão importante que se apresenta como a parte mais importante do corpo, as orelhas são caídas e pendem para a frente..."
Além de ser usado para guarda, seu trabalho junto ao Exército era importantíssimo. Como as lutas eram corpo-a-corpo, a investida de centenas destes cães - cada soldado romano possuía um exemplar - representava muitas baixas no exército inimigo. Foi usado também para diversão do público em lutas contra touros nas arenas. Há algumas indicações de ter sido utilizado também para sacrifício de cristãos. Para Enrico Furio Dominici, em Florianópolis - SC, um italiano criador de Mastins há 16 anos, esse uso da raça não aconteceu, "o Mastim nunca foi usado para matar cristãos, eles só atacam para defender o dono e seu território. Já vi alguns filmes americanos que mostram esse absurdo. Em Roma, no Coliseu, os cristãos eram devorados por leões. Qualquer um que visite o Coliseu poderá comprovar isso, junto aos guias turísticos.
O tempo passou, mas o Mastim manteve suas Características desenvolvidas na região da Campânia: Durante a 2ª Guerra Mundial, muitos exemplares morreram.
A fome se abateu sobre todos e não havia alimentação para o pesado Mastim, que consome em média 2,5 kg de comida por dia.
Em 1946, ressurgiram oito belos exemplares na 1ª Exposição Canina em Napole. Estes cães despertaram o interesse do escritor Piero Scanziani. Ele criou e selecionou os melhores exemplares para, finalmente, em 1949, conseguir junto ao E.N.C.I. (Ente Nazionale Cinofilo Italiano) o reconhecimento oficial da raça. Em 1971, a mesma entidade fixou definitivamente o padrão da raça. Hoje em dia, é criado em todo o mundo, e sua procura nos países europeus é grande. Sua larga aceitação deve-se ao fato de ser exímio cão de guarda, que prescinde de qualquer adestramento, pois segundo Enrico Dominici, "ele é guarda há 2 mil anos, já aprendeu a fazer isto muito bem".
Pollyanna (4 meses) - Prop. Dra. Auri Bruno
Como ele age na guarda
As vezes a gente fica observando-o de longe, imaginando o que estará pensando, sozinho no quintal, com aquele ar de superioridade. Imponente, grande, forte, corajoso, feio e ao mesmo tempo lindo, movimentação segura, tranqüila... parece um marechal!
Falando de seus cães com muito entusiasmo, Eduardo M. Maranhão, de Catanduva - SP, explica que o Mastino tem até uma estratégia de guarda, como a de um marechal mesmo: "Ele se senta numa posição estratégica, num local de onda possa observar toda a movimentação de pessoas dentro e fora da casa, como se fosse ele o responsável único e absoluto por tudo e pela resolução de todos os problemas".
Para delimitar o território que lhe será destinado à guarda, ele fareja todo o local durante os dois primeiros dias, marca os cantos com urina, circula sem correr pelo ambiente ao qual se apega em demasia - informações confirmadas por todos os criadores consultados. Esse grande apego ao dono e ao seu território, faz com que o Mastino demonstre uma profunda aversão à estranhos. "Quando chego em casa, com o carro, minha cadela praticamente me revista e, se tiver pessoa estranha dentro do carro, ela fica muito desconfiada", afirma Aníbal Rebequi Pereira, de Bragança Paulista, SP, descrevendo o comportamento de sua fêmea em relação à estranhos. "É um cão que age silenciosamente. Quase não late, vai de mansinho e ataca pulando sobre a pessoa", conta Roseli Pereira, esposa de Aníbal, que também lida diariamente com os cães. Ela conta que, a algum tempo, quando a casa do vizinho estava em construção, havia alguns pedreiros que trabalharam lá durante meses, ficando por isso conhecidos até pelos cães, embora nunca tenham passado do muro para dentro de sua residência. Certa vez, deixaram cair uma ferramenta no seu quintal e um dos pedreiros, julgando que não havia perigo, pulou para lá para pegar o objeto. "Bastou ele pular o muro para que a cadela, sentada à porta da cozinha, atenta a tudo, saísse correndo, sem latir, para pegá-lo. A sorte é que ele percebeu e voltou logo para o outro lado. Se ela tivesse alcançado, poderia machucá-lo muito e até tê-lo matado". De fato, não teria sido difícil que a suposição de Roseli se concretizasse, principalmente graças ao tamanho, peso e força excepcionais, aliados a uma forma certeira de ataque. "O Mastino nunca vai morder a perna de alguém. Ele pula no rosto da pessoa, buscando seu pescoço, já com intenção de matar", afirma Aníbal, que já teve oportunidade de constatar isso assistindo a um treinamento de ataque. "Mas não é um cão de má índole", segundo Maranhão, que explica que, "pelo contrário, é até muito amoroso com os donos. Meus cães querem sempre ficar em volta da gente, recebendo carinho, brincando". "E são até muito afáveis com crianças", acrescenta o criador João Carlos Marinoni, de Curitiba, PR, fato também comprovado por Aníbal, quando do nascimento de seu filho: "Ele não teve ciúmes do nenê, queria ficar junto do carrinho, tomando conta dele".
Uma característica do Mastino Napoletano é a expressão de ferocidade que assume quando se vê na incumbência de defender seu dono. "A expressão é aterradora. Ele levanta a cabeça e as orelhas, fica imponente, retesa os músculos, os olhos ficam mais brilhantes, e conforme a tensão aumenta, ficam mais vermelhos devido ao aumento do fluxo de sangue", afirma Marinoni.
"Parece mais um animal selvagem", acrescenta Maranhão, "mostra os dentes, começa a urrar, enruga a testa e os olhos brilham de maneira impressionante. Todo mundo se assusta só com a expressão dele".
Quanto ao ataque, Marinoni explica por fases: quando da aproximação de um estranho, primeiramente, ele fica alerta e tende a rosnar. Se a pessoa se aproximar mais, ele se "arma" para o ataque. Se estiver deitado, ou sentado, se levanta, prepara os músculos para o ataque, retesando-os. Se a pessoa insistir em avançar no território, ele salta sobre ele e a derruba, sendo capaz de machucá-la muito devido a seu peso.
Outro fator que contribui bastante para a eficiência deste cão é a sua mordedura muito possante. Içan Samaur, de São Paulo, SP, relata que "durante o ataque, ele pega a presa e não a solta; segura até rasgar a vítima. Pega a presa e a chacoalha, não a soltando mais. E se derrubar a pessoa, ele sai arrastando-a". Içan já viu isto acontecer em treinamento. "O cão pega no braço do treinador e não o larga", afirma ele. A forte mordedura do Mastino é algo que seus criadores podem comprovar facilmente. Maranhão tem um cão chamado Barone, de 2 anos e 70 quilos. Numa brincadeira que costuma fazer, Eduardo enrola um pano, segura-o em uma das extremidades, enquanto Barone morde a outra. Então ele o gira em torno de si. Barone consegue se sustentar no ar com todo o seu peso sem o menor prejuízo para os seus dentes. Aníbal Pereira, por sua vez, conta que costuma dar ossos de boi para sua cadela e que esta os tritura em segundos, sem muita dificuldade. "outro dia, dei um osso de vaca para a minha cadela, e ela, sem esforço, quebrou-o inteiro e comeu. Acho que se ela morder uma pessoa, poderá deixá-la seriamente machucada".
De modo geral, o Mastino não se assusta com tiros, fogos de artifício e trovões, entre outros ruídos - pelo menos no dizer de seus criadores. Aníbal Pereira teve até oportunidade de comprovar esse fato. Já atirou perto de seus cães com um revólver calibre 38. No sítio, ele treina tiro ao alvo. "Pode-se atirar o quanto quiser, que ele não liga, não se amedronta". Porém, Eduardo M. Maranhão acredita que o medo de tiros ou outros ruídos não pode ser atribuído a essa ou àquela raça. "Tudo depende do condicionamento do cão". Ele conta que já levou sua cadela a uma exposição no qual houve uma prova de tiro. Ele recorda que ela ficou alerta, mas não com medo. "Em relação à relâmpagos e trovões, existe uma regra para todos os cães - por herança ou significado genético - de "procurar abrigo", diz ele. Marinoni, por sua vez, afirma que seus cães não demonstram o menor temor a relâmpagos ou trovões e que nestas ocasiões, eles latem ostensivamente.
No carro, na calçada, ou em qualquer outro local a ser guardado, o comportamento do Mastino parece ser o mesmo. Quando um estranho se aproxima, ele fica alerta, rosna, arma-se para o ataque, mas se contém se receber um comando em contrário do dono, segundo afirmação dos criadores. O carro é defendido como se fosse uma continuação da casa, ou como propriedade do próprio cão. No passeio, que ninguém se atreva a botar a mão em sua cabeça e muito menos a fazer qualquer gesto mais brusco, pois ele reage violentamente. Essa é uma característica que Maranhão faz questão de conservar para que o cão "nunca abra a guarda a ninguém", porque acredita que se permitir que alguém o agrade, mais tarde um estranho poderá persuadi-lo.
Maranhão alerta: "Todo proprietário de Mastino deve ter consciência de que não pode deixar seu cão absolutamente à vontade, sem domínio sobre ele, pois quando um Mastino parte para um ataque, é muito difícil fazê-lo parar. Deve-se evitar o ataque, impedindo o cão no momento em que ele se prepara para tal. Até então, será possível refreá-lo". Tempos atrás, a mãe de Eduardo, que mora em São Paulo, foi passar uns dias em sua casa em Catanduva. Saiu para passear pela cidade com uma amiga. Na volta, ela abriu o portão e foi entrando à vontade. A despeito da convivência que teve com os cães durante 15 dias, eles não se fizeram de rogados e saíram em sua direção. "Eu dei ordem para eles pararem e eles imediatamente obedeceram", lembra Eduardo. Marinoni afirma que seus Mastinos, mesmo sem terem sidos treinados, são extremamente obedientes. "Se você os soltar do canil durante dois ou três minutos e em seguida der-lhes uma ordem de retorno imediato, eles voltarão sem criar problemas, não resistem à ordens".
"Cão de guarda por excelência". Quem comprova essa afirmação é Maranhão. Ele conta que, um conhecido seu, que morava em Goiânia, saiu para fazer cooper em companhia de seu cão e em dado momento, distanciou-se dele mais ou menos 20 metros. Na ocasião, um desconhecido tentou assaltá-lo e o cão, mesmo de longe, percebeu a situação ameaçadora que envolvia seu dono. Correu e atacou o assaltante, machucando-o muito. O mais interessante é que esse cachorro conhecia muitas pessoas na cidade e nunca avançava em ninguém justamente por esse motivo, mas foi capaz de perceber que seu dono vivia uma situação de perigo. Eduardo conta que esse cão acabou morrendo envenenado e acredita que foi mesmo por "vingança do assaltante". "Mas não foi fácil matá-lo. Esse não comia nada fora de seu comedouro e a pessoa que o envenenou teve de colocar o alimento ali. Caso contrário, não o conseguiria".
O Mastino Napoletano é um cão bastante ágil, considerando-se que é bastante pesado - pesa de 55 à 85 Kg. Segundo seus criadores, embora tenha aparência de "molenga" (devido à pele solta), ele é capaz de saltar a uma altura de 1,5 m. aproximadamente. Fazer amizade com um Mastino é uma empreitada muito difícil. "Antes de abrir os olhos (quando nascem), os filhotinhos já avançam na mão da gente. Com 20 ou 30 dias, eles começam a fazer "reconhecimento das pessoas". É possível fazer amizade com ele até os 8 meses, no máximo até um ano de idade. A partir daí, é muito difícil", afirma Aníbal Pereira. Quem conseguir ter um amigo Mastino "terá um companheiro devotado, de exclusiva confiança e que nunca vai deixá-lo numa situação de perigo". Esta é a opinião de Eduardo M. Maranhão, que acredita estar 100% seguro com seus cães "Eles parecem que dão a vida pela gente", conclui.
Padrão oficial da raça
CBKC nº 197a de 11/04/94.FCI nº 197f de 19/11/91.
País de Origem: Itália (Napole)Nome no país de origem: Mastino NapoletanoAparência Geral: de porte grande e conformação de um broquimorfo, cujo comprimento do tronco é maior que a altura na cernelha.Proporções importantes:Altura na cernelha: machos de 65 a 73* cm.; fêmeas de 60 a 68 cm. (* o clube especializado da raça na Itália diz que a medida 73 cm. para machos está errada, valendo os dados do item Talhe).Comprimento do tronco: 10% maior que a altura na cernelha.Cabeça: 30% da altura, aproximadamente.Relação crânio-focinho: 2 por 1Comportamento e caráter: caráter firme, leal, sem ser mordaz ou agressivo injustificadamente, defensor da propriedade e das pessoas assumindo sempre um comportamento vigilante, inteligente, nobre e majestoso.Cabeça: braquicefálica, massuda, com o crânio largo na altura dos zigomas, seu comprimento total atinge cerca de 30% da altura na cernelha. Pele abundante com rugas e pregas, das quais, partindo do canto distal externo da pálpebra, surge uma prega típica e bem marcada indo até a comissura labial. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas.Crânio: largo e achatado, particularmente entre as orelhas e ligeiramente convexo na região anterior. As arcadas zigomáticas são muito pronunciadas, mas com músculos planos. A largura é maior que 50% do comprimento total da cabeça. As arcadas superciliares são muito desenvolvidas, a sutura metópica é marcada, a apófise occipital apenas marcada.Região Facial:Trufa: sobre a mesma linha da cana nasal sem projetar-se além da linha anterior dos lábios; deve ser volumosa com narinas grandes e bem abertas. A pigmentação acompanha a da pelagem: preta nos exemplares pretos, escura nos de outras cores e marrom nos de pelagem mogno.Focinho: muito largo e profundo, seu comprimento corresponde ao da cana nasal, sendo próximo a 33% do comprimento total da cabeça. As faces laterais são paralelas, de maneira que, visto de frente, dá ao focinho uma forma, praticamente, quadrada.Lábios: de pele pesada, espessa e abundante. Visto de frente, os lábios formam um "V" invertido. A linha inferior do focinho é formada pelo contorno do lábio superior. Sendo o ponto mais baixo a comissura labial, situada na vertical do canto externo do olho, com as mucosas visíveis.Maxilares: forte, com ossos mandibulares bem robustos e arcadas dentárias perfeitamente encaixadas. A mandíbula deve ser bem larga com incisivos alinhados.Dentes: brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos. Os incisivos do maxilar tocam com sua face posterior , a face anterior dos incisivos da mandíbula (mordedura em tesoura).Olhos: de inserção frontal, bem afastados e ligeiramente aprofundados, com o contorno das pálpebras tendendo ao redondo. A cor da íris acompanha a cor da pelagem.Orelhas: em relação do talhe do cão, são pequenas, de formato triangular, inseridas acima das arcadas zigomáticas. Quando inteiras, são achatadas e portadas pendentes e rente às faces, quando operadas formam um triângulo quase equilátero.Pescoço:Perfil: linha superior levemente arqueada.Comprimento: em torno de 28% da altura da cernelha.Forma: de tronco de cone e bem musculado, o perímetro, na metade do seu comprimento, é igual a 80% da altura na cernelha.Pele: a linha inferior do pescoço é rica em peles soltas que formam uma barbela dupla, menos abundante, começa logo atrás da mandíbula e termina na metade do comprimento do pescoço.Tronco: o comprimento do tronco ultrapassa a altura da cernelha em 10%.Linha superior: a linha superior do dorso é reta, onde a cernelha se apresenta larga, longa e não muito elevada.Dorso: largo de comprimento em torno de 33% da altura da cernelha. A região lombar deve fundir-se harmoniosamente com o dorso, pela musculatura de largura bem desenvolvida. Caixa torácica ampla, com costelas longas e bem arqueadas. O perímetro torácico ultrapassa em 25% a altura na cernelha (altura + 25%).Garupa: larga, robusta e bem musculada. Com angulação em torno de 30°. Comprimento igual a 30% da altura na cernelha. Ancas proeminentes a ponto de alcançar a linha superior do lombo.Peito: largo, amplo com os músculos peitorais bem desenvolvidos. A largura está em relação direta com a do tórax atingindo os 40% a 45% da altura na cernelha. A ponta do esterno está situada no mesmo nível da ponta do ombro.Cauda: com base larga, grossa na raiz; robusta, adelgando-se ligeiramente, para a ponta. O comprimento atinge o nível dos jarretes. Amputada, a cerca de 66% do seu comprimento, portanto permanece cerca de 33%. Em repouso é portada pendente e em cimitarra; em movimento, eleva-se até a horizontal, ou um pouco mais do alto do dorso.Membros anteriores: em conjunto, os aprumos vistos de qualquer ângulo são verticais com uma ossatura robusta e bem proporcionada.Ombros: de comprimento em torno de 30% da altura na cernelha fazendo um ângulo de 50º a 60º com a horizontal. A musculatura é bem desenvolvida com músculos longos e bem contornados. O ângulo da articulação escápulo-humeral é de 105° a 115°.Cotovelos: abundantemente revestidos por uma pele frouxa, trabalhando moderadamente ajustados à parede torácica.Antebraços: de comprimento quase igual ao do braço em posição perfeitamente vertical, dotado de uma ossatura robusta e de uma musculatura seca e bem desenvolvida.Carpo: articulado na vertical do antebraço, bem largo, seco e liso.Metacarpo: chato, articulado no prumo do antebraço. Inclinado em torno de 70° a 75° com a horizontal. De comprimento aproximado de 16,5% do comprimento do membro, do solo ao cotovelo.Pata: redonda, volumosa, com os dedos bem arqueados e bem fechados. Almofadas plantares secas, solas duras e bem pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.Membros posteriores: no conjunto são robustos e poderosos, cuja proporção assegura a propulsão necessária ao movimento.Coxa: medindo 33% da altura na cernelha fazendo um ângulo em torno de 60° com a horizontal. Larga com músculos grossos e proeminentes, claramente evidenciados. Angulação coxo-femoral é de 90°.Pernas: de comprimento um pouco inferior ao da coxa e anguladas de 50° a 55°, dotada de robusta ossatura em musculatura bem modelada.Joelhos: angulação femoro-tibial em torno de 110° a 115°.Jarretes: bem longos em relação às pernas, de comprimento igual a 25% da altura na cernelha; angulação tibio-tarsiana em torno de 140° a 145°.Metatarso: robusto e seco, de forma quase cilíndrica; e perfeitamente a prumo. De comprimento em torno de 25% da altura na cernelha. Ergôs, eventualmente presentes deverão ser amputados.Pata: menor que a dos anteriores, redondas, com dedos fechados. Almofadas plantares secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.Movimentação: constitui uma das características típicas da raça. O passo é indolente, lento, semelhante ao do urso. O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O Mastino Napoletano raramente galopa. Andadura preferida: passo e trote. O chouto é tolerado.Pele: espessa, abundante e solta em todo o corpo, particularmente na cabeça onde desenha numerosas pregas ou rugas, e na linha inferior do pescoço, aonde forma barbela.Pelo: brilhante, denso; todos de igual comprimento, no máximo 1,5 cm., uniformemente liso e fino. Sem apresentar qualquer início de franja.Cor: de preferência cinza, cinza-chumbo e preto, com eventuais pequenas manchas brancas no centro do antepeito e na ponta dos dedos como também, mogno, fulvo e fulvo-avermelhado (cervo). Todas as cores podem ser tigradas. O avelã, cor de rola (rolinha) e isabela.Talhe: altura na cernelha: machos de 65 a 75 cm. e fêmeas de 60 a 68 cm., com uma tolerância de mais ou menos 02 cm.Peso: machos de 60 a 70 quilos; fêmeas de 50 a 60 quilos.* Nota: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção da sua gravidade.Faltas que desqualificam para o julgamento: (no exame preliminar): prognatismo pronunciado (inferior); cauda enrolada; altura fora dos limites tolerados.
Desqualificações:
1. retrognatismo (prognatismo superior).2. convergência ou divergência acentuada das linhas crânio e focinho.3. cana nasal côncava ou muito arqueada.4. despigmentação total da trufa.5. despigmentação total da orla das duas pálpebras.6. estrabismo bilateral.7. ausência de rugas, pregas ou barbelas.8. monorquidismo, criptorquidismo.9. anurismo (ausência de cauda), braquiurismo (cauda curta); congênito ou adquirido.10. manchas brancas muito extensas.11. manchas brancas na cabeça.


SÃO BERNARDO
Colosso da espécie canina, símbolo legendário de força e abnegação. O Cão São Bernardo desperta a admiração incondicional do homem, que aprecia suas extraordinárias qualidades estéticas, sua fidelidade e inteligência.
A história deste cão célebre está ligada a da Hospedaria de São Bernardo, fundado pouco antes do ano 1000 pelo jovem Bernardo de Mentón, com a finalidade de recolher os caminhantes e extraviados aos quais surpreendera a tormenta ficando sepultados na neve. Morto Bernardo, varias gerações de monges seguiram o seu exemplo; mas somente na metade do século XVII os monges de São Bernardo decidiram recorrer, para sua obra de auxílio, a cães capazes de enfrentar as neves e os perigos dos altos Alpes.
Segundo alguns autores, os próprios monges teriam criado a raça., antes que recebesse o nome de Hospedaria, cruzando cães montanheses dos Pirineus com alanos alemães; mas esta hipótese não parece confirmada pelas informações que se conseguiu reunir. Tudo permite supor que o São Bernardo provém, pelo contrario,, do mastim do Tibet, sobre cuja difusão escreveu Keller: "Do altiplano do Tibet, o animal domesticado difundiu-se pelo Netpal, Infia e ao mesmo tempo China. A cultura assírio-babilônica conheceu-o durante muito tempo. Parece que não foi conhecido no Egito dos faraós, mas documenta-se a sua presença em tempos de Alexandre; precisamente depois do êxodo de Alexandre da índia até seu ingresso na Grécia como presente do rei Poro. Assim inicia-se em terra grega a criação do molosso, que mais tarde continua, entre os povos de Toma. Os colonizadores romanos conduzem o molosso à Suíça através dos Alpes, assim como a outras localidade da Europa central e ocidental". Que os romanos, fundadores de importantes colônias na Suíça, tenham levado consigo seus molossos é confirmado por numerosas descobertas da época.
O grande cão romano constitui, logo, o material de origem de um molosso suíço; com o correr do tempo, os exemplares criados nos Alpes sofreram mutações gradativas até alcançar uma variedade autônoma.
Em 1820, a raça estava ameaçada de extinção. Não foi fácil a sua restauração. Um pouco de essa razão, um pouco porque os monges se preocuparam mais pelo robustez dos exemplares que por suas qualidade estéticas, não todos os cães da Hospedaria conseguiram ser, como hoje se diria "de exposição". Os aficionados é que mantiveram pura a raça e cuidaram da criação exclusivamente do ponto de vista dos valores estéticos e seus esforços neste sentido foram coroados pelo maior dos êxitos.
Desde há muitíssimo tempo existem dois tipos de São Bernardo: o exemplar de pêlo longo e o de pêlo curto. Os monges da Hospedaria cuidaram, em especial, da produção de exemplares de pêlo curto, e com boas razões: o pêlo longo oferece bom apoio para a neve que, ao pousar-se nele, transforma-se em grossas agulhas de g~elo duríssimas e pesadas, que às vezes tornam impossíveis os movimentos do animal: já aconteceu de alguns exemplares morreram aprisionados nesta couraça de gelo.
E obvio que os moermos meios de comunicação, assim como as atuais estradas, permitem aos viajantes superar os passos alpinos com toda a comodidade; portanto a função original do cão São Bernardo é menos decisiva. Apesar de tudo, este cão ainda é capaz de ser útil ao homem; os monges da antiga Hospedaria utilizam-no como cão de avalancha e, uma vez mais, o São Bernardo logra fazer perdurar a sua lenda. Na foto ao lado cães São Bernardo em Bariloche tiram fotos com os turistas.
PADRÃO DA RAÇA - Bruno Tausz
Aspecto geral - porte grande, vigoroso, robusto, musculoso, cabeça poderosa e expressão muito inteligente. Nos cães com máscara escura, a expressão pode parecer mais austera, sem conteúdo agressivo.
Talhe - altura: mínima; machos 70 cm e fêmeas 65 cm. - comprimento: (padrão não comenta). - peso: (padrão não comenta).
Pelagem - a) Pêlo curto: dupla: densa, pelo liso, macio e resistente. Coxas moderadamente revestidas. Mais densa e longa na raiz da cauda, diminuindo ligeiramente até a extremidade. A pelagem da cauda é densa, sem formar bandeira. b) Pêlo longo: à única diferença e o pêlo moderadamente longo, liso ou levemente ondulado, nunca encaracolado ou crespo e mais assentado O pêlo do dorso, do lombo a garupa, geralmente é mais ondulado. A pelagem da cauda é densa, e o pêlo é moderadamente longo. Na face e nas orelhas o pelo é curto e macio, permitindo-se o pelo um pouco mais longo na base das orelhas. Membros anteriores ligeiramente franjados e, nas coxas, o pêlo é abundante formando culotes.
Cor - branco e vermelho em várias tonalidades ou com predominância do vermelho sobre o branco. Manchas matizadas com marcações em branco. Tanto as cores avermelhadas quanto as tonal idades de marrom amarelado têm o mesmo valor.Marcações: peito, patas e a ponta da cauda brancos, assim como a linha superior do focinho, uma mancha na testa e na nuca. E desejável o colar inteiramente branco. O manto jamais deverá ter uma só cor, sem mancha branca.
Cabeça - muito forte e imponente. Crânio - massudo e largo, levemente arqueado, em suave curvatura, lateral com arcadas zigomáticas proeminentes e bem desenvolvidas, occipital moderadamente marcado. Arcadas superciliares bem desenvolvidas e quase ortogonais ao plano longitudinal. Sulco sagital profundo na raiz do focinho, bem marcado entre os olhos, desfazendo-se, gradualmente em direção ao occipital. Do canto distal do olho até o occipital, os planos das faces são divergentes no sentido caudal Em atenção, a pele da testa forma pregas mais ou menos pronunciadas. Stop - bem marcado. Olhos - inserção medianamente junta e profundidade moderada, tamanho médio, marrom escuro. As pálpebras inferiores geralmente apresentam leve ectrópio. Orelhas - tamanho médio, bem desenvolvidas na base, triangulares, com pontas arredondadas, inserção relativamente alta, levemente separadas, caídas rente, tocando as faces com o bordo anterior e o posterior ligeiramente afastado. Focinho - curto e quadrado na raiz, maior que o comprimento. Cana nasal reta ou levemente romana, com um sulco raso bem largo. Trufa - preta, bem desenvolvida, larga, narinas abertas. Lábios - pretos. O superior bem desenvolvido, suavemente recortado, formando um arco na linha inferior, caindo ligeiramente. Mordedura - em tesoura, em torquês ou leve prognatismo inferior. admite-se a falta de P1 Desejável mucosas pretas.
Tronco - Pescoço - inserção alta, poderoso, erguido quando em atenção, normalmente próximo a horizontal ou ligeiramente abaixo, Nuca bem musculosa e marcada. Barbela bem pronunciada. Dorso - muito largo, reto. Lombo - forte, curvando suavemente até a garupa. Costelas - bem arqueadas. Peito - profundo, a nível dos cotovelos. Ventre - nitidamente destacado e levemente esgalgado. Garupa - levemente arqueada.
Membros - Ombros - oblíquos e largos, poderosos e muito musculados, cernelha bem marcada. Anteriores - antebraço extraordinariamente musculado. Braços retos e robustos. Posteriores - muito fortes, coxas bem musculadas, jarretes moderadamente angulados. Patas - largas, bem ajustadas, dedos fortes e bem arqueados. Ergôs podem ser removidos. Cauda - larga e forte na raiz, longa e bem pesada, terminada em ponta, vigorosa e caimento reto ou ligeiramente curvada em seu terço distal quando em repouso. Em atenção, a cauda é portada acima da horizontal.
Movimentação - (padrão não comenta).
Indesejável - ectrópio excessivo, excesso de rugas.
Faltas - qualquer desvio dos termos do padrão deve ser considerado como falta devendo ser penalizada na exata proporção de sua gravidade. Cauda encrespada ou em penacho. Todas as outras cores, salvo da máscara escura na cabeça e nas orelhas. Lábios inferiores muito pendentes.
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais.
Colosso da espécie canina, símbolo legendário de força e abnegação. O Cão São Bernardo desperta a admiração incondicional do homem, que aprecia suas extraordinárias qualidades estéticas, sua fidelidade e inteligência.
A história deste cão célebre está ligada a da Hospedaria de São Bernardo, fundado pouco antes do ano 1000 pelo jovem Bernardo de Mentón, com a finalidade de recolher os caminhantes e extraviados aos quais surpreendera a tormenta ficando sepultados na neve. Morto Bernardo, varias gerações de monges seguiram o seu exemplo; mas somente na metade do século XVII os monges de São Bernardo decidiram recorrer, para sua obra de auxílio, a cães capazes de enfrentar as neves e os perigos dos altos Alpes.
Segundo alguns autores, os próprios monges teriam criado a raça., antes que recebesse o nome de Hospedaria, cruzando cães montanheses dos Pirineus com alanos alemães; mas esta hipótese não parece confirmada pelas informações que se conseguiu reunir. Tudo permite supor que o São Bernardo provém, pelo contrario,, do mastim do Tibet, sobre cuja difusão escreveu Keller: "Do altiplano do Tibet, o animal domesticado difundiu-se pelo Netpal, Infia e ao mesmo tempo China. A cultura assírio-babilônica conheceu-o durante muito tempo. Parece que não foi conhecido no Egito dos faraós, mas documenta-se a sua presença em tempos de Alexandre; precisamente depois do êxodo de Alexandre da índia até seu ingresso na Grécia como presente do rei Poro. Assim inicia-se em terra grega a criação do molosso, que mais tarde continua, entre os povos de Toma. Os colonizadores romanos conduzem o molosso à Suíça através dos Alpes, assim como a outras localidade da Europa central e ocidental". Que os romanos, fundadores de importantes colônias na Suíça, tenham levado consigo seus molossos é confirmado por numerosas descobertas da época.
O grande cão romano constitui, logo, o material de origem de um molosso suíço; com o correr do tempo, os exemplares criados nos Alpes sofreram mutações gradativas até alcançar uma variedade autônoma.
Em 1820, a raça estava ameaçada de extinção. Não foi fácil a sua restauração. Um pouco de essa razão, um pouco porque os monges se preocuparam mais pelo robustez dos exemplares que por suas qualidade estéticas, não todos os cães da Hospedaria conseguiram ser, como hoje se diria "de exposição". Os aficionados é que mantiveram pura a raça e cuidaram da criação exclusivamente do ponto de vista dos valores estéticos e seus esforços neste sentido foram coroados pelo maior dos êxitos.
Desde há muitíssimo tempo existem dois tipos de São Bernardo: o exemplar de pêlo longo e o de pêlo curto. Os monges da Hospedaria cuidaram, em especial, da produção de exemplares de pêlo curto, e com boas razões: o pêlo longo oferece bom apoio para a neve que, ao pousar-se nele, transforma-se em grossas agulhas de g~elo duríssimas e pesadas, que às vezes tornam impossíveis os movimentos do animal: já aconteceu de alguns exemplares morreram aprisionados nesta couraça de gelo.
E obvio que os moermos meios de comunicação, assim como as atuais estradas, permitem aos viajantes superar os passos alpinos com toda a comodidade; portanto a função original do cão São Bernardo é menos decisiva. Apesar de tudo, este cão ainda é capaz de ser útil ao homem; os monges da antiga Hospedaria utilizam-no como cão de avalancha e, uma vez mais, o São Bernardo logra fazer perdurar a sua lenda. Na foto ao lado cães São Bernardo em Bariloche tiram fotos com os turistas.
PADRÃO DA RAÇA - Bruno Tausz
Aspecto geral - porte grande, vigoroso, robusto, musculoso, cabeça poderosa e expressão muito inteligente. Nos cães com máscara escura, a expressão pode parecer mais austera, sem conteúdo agressivo.
Talhe - altura: mínima; machos 70 cm e fêmeas 65 cm. - comprimento: (padrão não comenta). - peso: (padrão não comenta).
Pelagem - a) Pêlo curto: dupla: densa, pelo liso, macio e resistente. Coxas moderadamente revestidas. Mais densa e longa na raiz da cauda, diminuindo ligeiramente até a extremidade. A pelagem da cauda é densa, sem formar bandeira. b) Pêlo longo: à única diferença e o pêlo moderadamente longo, liso ou levemente ondulado, nunca encaracolado ou crespo e mais assentado O pêlo do dorso, do lombo a garupa, geralmente é mais ondulado. A pelagem da cauda é densa, e o pêlo é moderadamente longo. Na face e nas orelhas o pelo é curto e macio, permitindo-se o pelo um pouco mais longo na base das orelhas. Membros anteriores ligeiramente franjados e, nas coxas, o pêlo é abundante formando culotes.
Cor - branco e vermelho em várias tonalidades ou com predominância do vermelho sobre o branco. Manchas matizadas com marcações em branco. Tanto as cores avermelhadas quanto as tonal idades de marrom amarelado têm o mesmo valor.Marcações: peito, patas e a ponta da cauda brancos, assim como a linha superior do focinho, uma mancha na testa e na nuca. E desejável o colar inteiramente branco. O manto jamais deverá ter uma só cor, sem mancha branca.
Cabeça - muito forte e imponente. Crânio - massudo e largo, levemente arqueado, em suave curvatura, lateral com arcadas zigomáticas proeminentes e bem desenvolvidas, occipital moderadamente marcado. Arcadas superciliares bem desenvolvidas e quase ortogonais ao plano longitudinal. Sulco sagital profundo na raiz do focinho, bem marcado entre os olhos, desfazendo-se, gradualmente em direção ao occipital. Do canto distal do olho até o occipital, os planos das faces são divergentes no sentido caudal Em atenção, a pele da testa forma pregas mais ou menos pronunciadas. Stop - bem marcado. Olhos - inserção medianamente junta e profundidade moderada, tamanho médio, marrom escuro. As pálpebras inferiores geralmente apresentam leve ectrópio. Orelhas - tamanho médio, bem desenvolvidas na base, triangulares, com pontas arredondadas, inserção relativamente alta, levemente separadas, caídas rente, tocando as faces com o bordo anterior e o posterior ligeiramente afastado. Focinho - curto e quadrado na raiz, maior que o comprimento. Cana nasal reta ou levemente romana, com um sulco raso bem largo. Trufa - preta, bem desenvolvida, larga, narinas abertas. Lábios - pretos. O superior bem desenvolvido, suavemente recortado, formando um arco na linha inferior, caindo ligeiramente. Mordedura - em tesoura, em torquês ou leve prognatismo inferior. admite-se a falta de P1 Desejável mucosas pretas.
Tronco - Pescoço - inserção alta, poderoso, erguido quando em atenção, normalmente próximo a horizontal ou ligeiramente abaixo, Nuca bem musculosa e marcada. Barbela bem pronunciada. Dorso - muito largo, reto. Lombo - forte, curvando suavemente até a garupa. Costelas - bem arqueadas. Peito - profundo, a nível dos cotovelos. Ventre - nitidamente destacado e levemente esgalgado. Garupa - levemente arqueada.
Membros - Ombros - oblíquos e largos, poderosos e muito musculados, cernelha bem marcada. Anteriores - antebraço extraordinariamente musculado. Braços retos e robustos. Posteriores - muito fortes, coxas bem musculadas, jarretes moderadamente angulados. Patas - largas, bem ajustadas, dedos fortes e bem arqueados. Ergôs podem ser removidos. Cauda - larga e forte na raiz, longa e bem pesada, terminada em ponta, vigorosa e caimento reto ou ligeiramente curvada em seu terço distal quando em repouso. Em atenção, a cauda é portada acima da horizontal.
Movimentação - (padrão não comenta).
Indesejável - ectrópio excessivo, excesso de rugas.
Faltas - qualquer desvio dos termos do padrão deve ser considerado como falta devendo ser penalizada na exata proporção de sua gravidade. Cauda encrespada ou em penacho. Todas as outras cores, salvo da máscara escura na cabeça e nas orelhas. Lábios inferiores muito pendentes.
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais.


COCKER SPANIEL INGLÊS
EXPLANAÇÕES SOBRE A RAÇA
Olhando hoje o Cocker Spaniel, atraente com as orelhas longas quase varrendo o solo e pêlo sedoso, pode ser difícil vê-lo como um cachorro disposto ao trabalho. Porém, o Cocker ainda tem esta habilidade e desfruta muito a satisfação de um dia no campo.
No século XIX, o prefixo "Cocker" foi dado para denotar a popularidade deste pequeno cão de caça por levantar e recuperar galinholas (que em inglês tem o nome de woodcock). O "Cocking Spaniel" ficou popular em Gales e no Sul da Inglaterra naquele momento devido ao tamanho compacto que fez dele mais ágil para trabalhar em mato baixo.
POPULARIDADE
O Kennel Clube da Inglaterra reconheceu a raça em 1892. Foi realmente o começo do Cocker Spaniel Inglês.
O Cocker tem muitos atributos que contribuem para essa popularidade:
primeiramente, a personalidade feliz que fazem dele um alegre cão de caça.
o tamanho compacto e a aparência agradável, juntos com a ansiedade para agradar e a facilidade de ser treinado, fazem dele um ótimo trabalhador e um maravilhoso companheiro doméstico.
A cauda sempre sacudindo entusiasmado tem o efeito feliz de levantar o espírito daqueles que caminham ou trabalham com ele, a oferta de disposição e gentileza o faz um companheiro extremamente afetuoso.
O pêlo liso e sedoso é um prazer para acariciar, sendo que muitos donos de cães atualmente selecionam um cachorro ou raça fundadas, em parte, no tipo de pêlo. Atributo que sempre deveria ser levado em conta quando se escolhe um cachorro, já que isso inclui o trabalho de cuidar e aparar.
Donos de cães podem se tornar acariciadores compulsivos, para o benefício mútuo de homem e cachorro. Em anos passados, mostrou-se pesquisa científica que este comportamento instintivo de acariciar tem benefícios de saúde positivos, causando a baixa na taxa de doenças cardíacas, relaxamento e redução em tensão: uma tônica sem o risco de efeitos colaterais desagradáveis associado com algumas drogas! Os cães também desfrutam isto!
A ORIGEM DOS SPANIELS
Conforme trabalho do cinologista alemão Richard Strebel sobre as origens dos cães alemães, a pergunta sobre as origens dos spaniels é muito difícil porém pode-se afirmar que é um dos tipos mais velhos de cães.
Representações de spaniels ou de cães bem parecidos a eles são achadas em pinturas muito antigas e, o quadro mais recente de um spaniel que Richard Strebel está estudando é a representação de Philip II da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande.
Isso nos leva de volta a séculos atrás, de modo que não se pode ser facilmente localizado ou ficar sem “buracos” na história, conforme retrata o Dr. Beyersdorf em seu livro “Spaniel” (Kynos Verlag, Murlenbach/Eifel).
O que é certo é que o spaniel, até mesmo se não fosse reconhecido como raça, era difundido nos países do norte da Europa.
Nós sabemos é que o Duque de Northumberland, John Dudley, foi um dos primeiros a treinar spaniels para a caça e que no castelo do Rei Henrique VIII havia um empregado que era o guardião dos spaniels, “Robin the King's Spaniel Keeper”.
Em 1570 John Caius descreveu 22 raças existentes em seu livro “Of English Dogs”, inclusive o Land Spaniel (Spaniel de Terra) e o Water Spaniel (Spaniel de Água). Caius escreve que estes cães foram sendo classificados conforme a função para a qual foram criados, assim: seu uso:, assim falcon dog (falcoaria), pheasant dog (caça do faisão), partridge dog (caça da perdiz) e assim por diante.
Muitas pessoas chamaram este tipo de caça de “spaniel” acreditando que se originaram na Espanha, porém a atribuição mais plausível é a de que “spaniel” derive da palavra céltica “spain” que significa “coelho” fortalecendo ainda mais a primeira e original função para a qual os spaniels foram desenvolvidos. Mas, por mais que se estude, a origem da palavra ainda é disputada.
Do século XVII em diante foi aceita amplamente a palavra spaniel, especialmente na Inglaterra, tanto que no fim do século XIX o spaniel foi especificamente considerado uma raça inglesa.
Dr. Peter Beyersdorf, Presidente do Jagdspaniel-Klub e um amante apaixonado das raças spaniel, escreve em seu livro “SPANIEL”:
" Pode ser útil para algumas pessoas aprenderem mais sobre a origem e as definições das qualidades do spaniel e talvez um maior conhecimento a este respeito conduziria a uma compreensão melhor e uma maior avaliação da raça inteira. Isso é algo que o spaniel mereceria. É uma raça que combina tantas qualidades: generosidade, entusiasmo, inteligência, lealdade, amizade mas também quando necessário, dureza e tenacidade. Uma vez cativado por um spaniel você nunca será “curado” deles.
A MAGIA DAS CORES
Os Cockers tem uma variedade maravilhosa de cores. De fato, nenhuma outra raça oferece variedade tão grande.
Cores sólidas são aquelas em que o cão é predominantemente: preto, dourado, fígado ou preto e tan (tan é considerado marcação e não segunda cor).
Partcolor são aqueles em que as cores sólidas estão misturadas com o branco.
Alertamos que exemplares de cores sólidas não deverão cruzar com exemplares de cores partcolor, pois poderá descaracterizar as cores e marcações permitidas pelo padrão FCI.
A DEMANDA POR FILHOTES
Muitos criadores de Cocker estão preocupados pois vêem os riscos das qualidades soberbas de uma raça popular estarem sendo reduzidas nas mãos não fiéis de falsos criadores que podem estar dispostos a acasalar sem cuidado e o devido conhecimento de faltas que inevitavelmente rastejam em algumas linhas de procriação. Isto pode acontecer quando há uma súbita demanda para filhote de determinada raça.
Manter uma relação boa com o criador depois da compra será benéfico pois o "dono de primeira viagem" terá o apoio de pessoas que convivem com a raça a muitos anos.
SEU NOVO AMIGO
O filhote que você está adquirindo hoje não é apenas um cão, ele será seu amigo durante muitos anos.
Para que isso aconteça, você deverá seguir regras básicas de higiene, saúde e segurança que facilitarão sua vida e a dele.
Daremos aqui algumas dicas para que você não se sinta "perdido" com um filhote nos braços:
A ADAPTAÇÃO
Este filhote está acostumado a viver entre seus irmãos, portanto nas primeiras noites ele irá chorar. Pedimos que, se não quiserem que o cão adulto durma na cama, não deixe o filhote dormir porque será impossível explicar que, quando filhote pode, quando adulto não.
No máximo coloque-o para dormir em uma caminha ao lado da sua e durante a noite se ele chorar, acaricie até que ele se sinta seguro novamente.
Ensine as normas da casa desde cedo, pois o cão deverá se acostumar a sua rotina e faça com que todos na casa sigam as mesmas normas.
AS REFEIÇÕES
Para Cocker Spaniel sugerimos 300gr. (filhotes) e 200gr. (adultos) de alimento seco por dia.
Em geral os filhotes tem bastante fome, mas se ele ficar sem comer uma das refeições não se desespere, se ele ficar duas refeições sem comer mas estiver brincando deverá ser observado com mais atenção, se na terceira refeição ele recusar, deverá ser levado ao veterinário.
Nos primeiros dias você deverá ficar atento para ver se o filhote está bebendo água, deixe a vasilha sempre no mesmo lugar para que ele não se perca.
Mantenha sempre água fresca e limpa à disposição do seu cão.
SAÚDE E HIGIENE
Leve seu filhote ao veterinário de sua confiança ou ao que nós indicamos, para que ele já abra uma ficha para as vacinações periódicas.
Siga corretamente o cronograma de vacinação e de vermifugação para que seu filhote tenha uma ótima saúde.
O Cocker precisa ser penteado pelo menos duas vezes por semana
Se o filhote estiver precisando de banho, faça uma mistura de água com uma pequena quantidade de vinagre e esfregue-o com um pano limpo, depois seque com o secador.
Uma semana após a vacina seu filhote poderá tomar um banho completo, se você o levar para tomar banho em pet shop, verifique se os ouvidos estão bem sequinhos e limpos. Se você for dar o banho em casa, use água morna e shampoo para cães e evite a entrada de água nos ouvidos, seque-o com um secador de cabelos começando pelo peito e em lugar sem correnteza de vento.
BANHEIRO
O filhote que você escolheu está acostumado a fazer suas necessidades em folhas de jornal. Você deverá ensiná-lo a ir no lugar certo, como fazer isso?
Logo que acordar, seu filhote irá urinar, leve-o ao lugar certo e espere. Quando ele fizer, acaricie e demonstre que você gostou.
Com as fezes é parecido, logo após cada refeição, seu filhote irá defecar, leve-o até o local certo e aguarde, quando ele fizer, acaricie e demonstre que você gostou.
Antes dos quatro meses de idade, não é aconselhável castigar porque ele ainda não consegue distinguir o certo do errado. No máximo pegue no queixo dele balance para os lados (devagar) e diga firme "NÃO".
amais esfregue o focinho do filhote nas fezes ou na urina, esse tipo de castigo não resolve nenhum problema.
A SEGURANÇA DO FILHOTE
Não deixe ao alcance do seu filhote, objetos pontiagudos que ele poderá se ferir ou engolir;
Fique de olho se ele não irá roer os fios de seu aparelho de som;
Retire materiais tóxicos de lugares onde ele tenha acesso;
Não deixe a porta para a rua aberta, seu filhote não sabe o perigo que ele corre se sair de casa sem você;
Se seu filhote for permanecer sozinho dentro de casa, o aconselhável é que ele tenha um espaço somente para ele, sem nenhum objeto para lhe causar mal. Sugerimos um "expen" (cercado para cães);
Não brinque com objetos pequenos que ele poderá engolir;
Coloque proteções nas tomadas.
AS BRINCADEIRAS
Você e seu filhote deverão brincar para estreitar os laços de amizade. Em geral filhotes gostam de bolinhas de papel amassado, cabo de guerra (não aconselhamos antes da troca dos dentes) e bolinhas de tênis.
Não incentive brincadeiras agressivas com seu filhote.
OS DENTES
O filhote deverá trocar todos os dentes de leite pelos definitivos até os seis ou sete meses de idade.
Até que essa troca se complete ele irá procurar coisas para morder. Existem muitas opções de mordedores em pet shops, escolha a que melhor se adapta ao seu filhote e incentive-o a morder apenas aquele objeto.
Mais uma vez pedimos que não deixem que ele morda sapatos ou tênis velho pois ele não saberá distinguir o velho do novo e você poderá ficar sem a ponta dos seus sapatos e os cadarços do seu tênis.
OS PASSEIOS
Aos cinco meses, um mês depois da vacinação completa, seu filhote estará apto ao primeiro passeio na rua, SEMPRE COM GUIA.
Nos primeiros passeios você poderá achar seu filhote parecido com um "potro indomado", mas com a freqüência ele se acostumará em poucas semanas.
Não deixe que ele o leve para passear, mantenha sempre a posição de comando, o cão deverá andar à sua esquerda.
Não aconselhamos passeios sem guia pois Cockers são cães de caça independentes portanto, cães destemidos, se ele farejar uma trilha que o interessa não pensará duas vezes para segui-la.
PADRÃO DA RAÇA
Classificação F.C.I.:
Grupo 8 - Cães D’água, Levantadores e Retrievers
Seção B.4 - Levantadores Britânicos
Padrão nº 75 c - 24 de junho de 1989
País de origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Cocker Spaniel
Utilização: Levantador de caça
APARÊNCIA GERAL: alegre, robusto, próprio para caça, bem balanceado e compacto, medindo, da cernelha ao chão, aproximadamente, o mesmo que da cernelha à inserção da cauda.
CARACTERÍSTICAS: de natureza alegre, a cauda com movimento incessante e atividade típica cheia de energia, principalmente quando segue o rastro, sem medo de penetrar em esconderijos densos.
TEMPERAMENTO: meigo, afetuoso, cheio de vida e exuberante.
CABEÇA E CRÂNIO: focinho bem quadrado, com stop bem marcado, situado à meia distância entre a ponta do nariz e o occipital. Crânio bem desenvolvido, nitidamente cinzelado, nem muito afilado nem muito grosseiro. Os ossos da face não devem ser proeminentes.
Nariz suficientemente largo para favorecer a capacidade do faro.
Olhos cheios, inseridos na superfície, marrons escuros ou marrons, jamais claros; porém, no caso de cães de cor fígado, fígado ruão e fígado e branco, os olhos são de cor avelã escura, em harmonia com a pelagem; com expressão de inteligência e meiguice, porém alerta, esperto e alegre; pálpebras bem ajustadas.
Orelhas lobulares, de inserção baixa, ao nível dos olhos. Couro refinado, bem revestidas com pêlos longos, lisos e sedosos. Seu comprimento alcança a ponta do nariz, quando, para medir, estende-se o couro para a frente.
Boca: mandíbula forte, com uma mordedura em tesoura, perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores sobrepassam ligeiramente os inferiores e são inseridos em ângulo reto com os maxilares.
PESCOÇO: de comprimento médio, musculoso. Inserido elegantemente em ombros bem inclinados. Garganta sem barbelas.
RONCO: forte e compacto. Antepeito bem desenvolvido de largura moderada e peito profundo. Costelas bem arqueadas. Lombo curto e largo. Linha superior firme e reta, suavemente descendente do final do lombo à raiz da cauda.
ANTERIORES: ombros bem inclinados e refinados. Membros com boa ossatura, retos, suficientemente curtos para concentrar força, sem chegar ao ponto de interferir no tremendo esforço esperado deste pequeno e magnífico cão de caça.
POSTERIORES: largos, bem arredondados e muito musculosos, com boa ossatura. Joelhos bem angulados. Jarretes curtos, dando maior propulsão.
PATAS: como as do gato, firmes, com almofadas grossas.
CAUDA: inserida ligeiramente abaixo da linha do dorso. Deve ser alegre em movimento e portada horizontalmente, nunca para cima. Normalmente amputada com comprimento moderado, adequado para não interferir na sua ação incessante e alegre quando em trabalho.
MOVIMENTAÇÃO: andadura fluente, com grande propulsão e boa cobertura de solo.
PELAGEM: pêlo liso, de textura sedosa, não muito abundante, jamais duro, ondulado ou crespo. Bem franjado nos anteriores, corpo e acima dos jarretes.
CORES: várias.
Partcolor: Azul Ruão, Preto e Branco, Laranja Ruão, Laranja e Branco, Fígado Ruão, Fígado e Branco. - Tricolores: Preto, Branco e Tan, Azul Ruão e Tan, Fígado Branco e Tan, Fígado Ruão e Tan.
Sólidos: Preto, Dourado, Fígado, Black and Tan, Fígado e Tan.
Nas cores sólidas só é permitido a branca no peito.
TAMANHO: altura aproximada para machos de 39 a 41 cm e para fêmeas de 38 a 39 cm. Peso aproximado: de 13 a 15 quilos.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta, e penalizada na exata proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos, visivelmente normais, bem acomodados na bolsa escrotal.
EXPLANAÇÕES SOBRE A RAÇA
Olhando hoje o Cocker Spaniel, atraente com as orelhas longas quase varrendo o solo e pêlo sedoso, pode ser difícil vê-lo como um cachorro disposto ao trabalho. Porém, o Cocker ainda tem esta habilidade e desfruta muito a satisfação de um dia no campo.
No século XIX, o prefixo "Cocker" foi dado para denotar a popularidade deste pequeno cão de caça por levantar e recuperar galinholas (que em inglês tem o nome de woodcock). O "Cocking Spaniel" ficou popular em Gales e no Sul da Inglaterra naquele momento devido ao tamanho compacto que fez dele mais ágil para trabalhar em mato baixo.
POPULARIDADE
O Kennel Clube da Inglaterra reconheceu a raça em 1892. Foi realmente o começo do Cocker Spaniel Inglês.
O Cocker tem muitos atributos que contribuem para essa popularidade:
primeiramente, a personalidade feliz que fazem dele um alegre cão de caça.
o tamanho compacto e a aparência agradável, juntos com a ansiedade para agradar e a facilidade de ser treinado, fazem dele um ótimo trabalhador e um maravilhoso companheiro doméstico.
A cauda sempre sacudindo entusiasmado tem o efeito feliz de levantar o espírito daqueles que caminham ou trabalham com ele, a oferta de disposição e gentileza o faz um companheiro extremamente afetuoso.
O pêlo liso e sedoso é um prazer para acariciar, sendo que muitos donos de cães atualmente selecionam um cachorro ou raça fundadas, em parte, no tipo de pêlo. Atributo que sempre deveria ser levado em conta quando se escolhe um cachorro, já que isso inclui o trabalho de cuidar e aparar.
Donos de cães podem se tornar acariciadores compulsivos, para o benefício mútuo de homem e cachorro. Em anos passados, mostrou-se pesquisa científica que este comportamento instintivo de acariciar tem benefícios de saúde positivos, causando a baixa na taxa de doenças cardíacas, relaxamento e redução em tensão: uma tônica sem o risco de efeitos colaterais desagradáveis associado com algumas drogas! Os cães também desfrutam isto!
A ORIGEM DOS SPANIELS
Conforme trabalho do cinologista alemão Richard Strebel sobre as origens dos cães alemães, a pergunta sobre as origens dos spaniels é muito difícil porém pode-se afirmar que é um dos tipos mais velhos de cães.
Representações de spaniels ou de cães bem parecidos a eles são achadas em pinturas muito antigas e, o quadro mais recente de um spaniel que Richard Strebel está estudando é a representação de Philip II da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande.
Isso nos leva de volta a séculos atrás, de modo que não se pode ser facilmente localizado ou ficar sem “buracos” na história, conforme retrata o Dr. Beyersdorf em seu livro “Spaniel” (Kynos Verlag, Murlenbach/Eifel).
O que é certo é que o spaniel, até mesmo se não fosse reconhecido como raça, era difundido nos países do norte da Europa.
Nós sabemos é que o Duque de Northumberland, John Dudley, foi um dos primeiros a treinar spaniels para a caça e que no castelo do Rei Henrique VIII havia um empregado que era o guardião dos spaniels, “Robin the King's Spaniel Keeper”.
Em 1570 John Caius descreveu 22 raças existentes em seu livro “Of English Dogs”, inclusive o Land Spaniel (Spaniel de Terra) e o Water Spaniel (Spaniel de Água). Caius escreve que estes cães foram sendo classificados conforme a função para a qual foram criados, assim: seu uso:, assim falcon dog (falcoaria), pheasant dog (caça do faisão), partridge dog (caça da perdiz) e assim por diante.
Muitas pessoas chamaram este tipo de caça de “spaniel” acreditando que se originaram na Espanha, porém a atribuição mais plausível é a de que “spaniel” derive da palavra céltica “spain” que significa “coelho” fortalecendo ainda mais a primeira e original função para a qual os spaniels foram desenvolvidos. Mas, por mais que se estude, a origem da palavra ainda é disputada.
Do século XVII em diante foi aceita amplamente a palavra spaniel, especialmente na Inglaterra, tanto que no fim do século XIX o spaniel foi especificamente considerado uma raça inglesa.
Dr. Peter Beyersdorf, Presidente do Jagdspaniel-Klub e um amante apaixonado das raças spaniel, escreve em seu livro “SPANIEL”:
" Pode ser útil para algumas pessoas aprenderem mais sobre a origem e as definições das qualidades do spaniel e talvez um maior conhecimento a este respeito conduziria a uma compreensão melhor e uma maior avaliação da raça inteira. Isso é algo que o spaniel mereceria. É uma raça que combina tantas qualidades: generosidade, entusiasmo, inteligência, lealdade, amizade mas também quando necessário, dureza e tenacidade. Uma vez cativado por um spaniel você nunca será “curado” deles.
A MAGIA DAS CORES
Os Cockers tem uma variedade maravilhosa de cores. De fato, nenhuma outra raça oferece variedade tão grande.
Cores sólidas são aquelas em que o cão é predominantemente: preto, dourado, fígado ou preto e tan (tan é considerado marcação e não segunda cor).
Partcolor são aqueles em que as cores sólidas estão misturadas com o branco.
Alertamos que exemplares de cores sólidas não deverão cruzar com exemplares de cores partcolor, pois poderá descaracterizar as cores e marcações permitidas pelo padrão FCI.
A DEMANDA POR FILHOTES
Muitos criadores de Cocker estão preocupados pois vêem os riscos das qualidades soberbas de uma raça popular estarem sendo reduzidas nas mãos não fiéis de falsos criadores que podem estar dispostos a acasalar sem cuidado e o devido conhecimento de faltas que inevitavelmente rastejam em algumas linhas de procriação. Isto pode acontecer quando há uma súbita demanda para filhote de determinada raça.
Manter uma relação boa com o criador depois da compra será benéfico pois o "dono de primeira viagem" terá o apoio de pessoas que convivem com a raça a muitos anos.
SEU NOVO AMIGO
O filhote que você está adquirindo hoje não é apenas um cão, ele será seu amigo durante muitos anos.
Para que isso aconteça, você deverá seguir regras básicas de higiene, saúde e segurança que facilitarão sua vida e a dele.
Daremos aqui algumas dicas para que você não se sinta "perdido" com um filhote nos braços:
A ADAPTAÇÃO
Este filhote está acostumado a viver entre seus irmãos, portanto nas primeiras noites ele irá chorar. Pedimos que, se não quiserem que o cão adulto durma na cama, não deixe o filhote dormir porque será impossível explicar que, quando filhote pode, quando adulto não.
No máximo coloque-o para dormir em uma caminha ao lado da sua e durante a noite se ele chorar, acaricie até que ele se sinta seguro novamente.
Ensine as normas da casa desde cedo, pois o cão deverá se acostumar a sua rotina e faça com que todos na casa sigam as mesmas normas.
AS REFEIÇÕES
Para Cocker Spaniel sugerimos 300gr. (filhotes) e 200gr. (adultos) de alimento seco por dia.
Em geral os filhotes tem bastante fome, mas se ele ficar sem comer uma das refeições não se desespere, se ele ficar duas refeições sem comer mas estiver brincando deverá ser observado com mais atenção, se na terceira refeição ele recusar, deverá ser levado ao veterinário.
Nos primeiros dias você deverá ficar atento para ver se o filhote está bebendo água, deixe a vasilha sempre no mesmo lugar para que ele não se perca.
Mantenha sempre água fresca e limpa à disposição do seu cão.
SAÚDE E HIGIENE
Leve seu filhote ao veterinário de sua confiança ou ao que nós indicamos, para que ele já abra uma ficha para as vacinações periódicas.
Siga corretamente o cronograma de vacinação e de vermifugação para que seu filhote tenha uma ótima saúde.
O Cocker precisa ser penteado pelo menos duas vezes por semana
Se o filhote estiver precisando de banho, faça uma mistura de água com uma pequena quantidade de vinagre e esfregue-o com um pano limpo, depois seque com o secador.
Uma semana após a vacina seu filhote poderá tomar um banho completo, se você o levar para tomar banho em pet shop, verifique se os ouvidos estão bem sequinhos e limpos. Se você for dar o banho em casa, use água morna e shampoo para cães e evite a entrada de água nos ouvidos, seque-o com um secador de cabelos começando pelo peito e em lugar sem correnteza de vento.
BANHEIRO
O filhote que você escolheu está acostumado a fazer suas necessidades em folhas de jornal. Você deverá ensiná-lo a ir no lugar certo, como fazer isso?
Logo que acordar, seu filhote irá urinar, leve-o ao lugar certo e espere. Quando ele fizer, acaricie e demonstre que você gostou.
Com as fezes é parecido, logo após cada refeição, seu filhote irá defecar, leve-o até o local certo e aguarde, quando ele fizer, acaricie e demonstre que você gostou.
Antes dos quatro meses de idade, não é aconselhável castigar porque ele ainda não consegue distinguir o certo do errado. No máximo pegue no queixo dele balance para os lados (devagar) e diga firme "NÃO".
amais esfregue o focinho do filhote nas fezes ou na urina, esse tipo de castigo não resolve nenhum problema.
A SEGURANÇA DO FILHOTE
Não deixe ao alcance do seu filhote, objetos pontiagudos que ele poderá se ferir ou engolir;
Fique de olho se ele não irá roer os fios de seu aparelho de som;
Retire materiais tóxicos de lugares onde ele tenha acesso;
Não deixe a porta para a rua aberta, seu filhote não sabe o perigo que ele corre se sair de casa sem você;
Se seu filhote for permanecer sozinho dentro de casa, o aconselhável é que ele tenha um espaço somente para ele, sem nenhum objeto para lhe causar mal. Sugerimos um "expen" (cercado para cães);
Não brinque com objetos pequenos que ele poderá engolir;
Coloque proteções nas tomadas.
AS BRINCADEIRAS
Você e seu filhote deverão brincar para estreitar os laços de amizade. Em geral filhotes gostam de bolinhas de papel amassado, cabo de guerra (não aconselhamos antes da troca dos dentes) e bolinhas de tênis.
Não incentive brincadeiras agressivas com seu filhote.
OS DENTES
O filhote deverá trocar todos os dentes de leite pelos definitivos até os seis ou sete meses de idade.
Até que essa troca se complete ele irá procurar coisas para morder. Existem muitas opções de mordedores em pet shops, escolha a que melhor se adapta ao seu filhote e incentive-o a morder apenas aquele objeto.
Mais uma vez pedimos que não deixem que ele morda sapatos ou tênis velho pois ele não saberá distinguir o velho do novo e você poderá ficar sem a ponta dos seus sapatos e os cadarços do seu tênis.
OS PASSEIOS
Aos cinco meses, um mês depois da vacinação completa, seu filhote estará apto ao primeiro passeio na rua, SEMPRE COM GUIA.
Nos primeiros passeios você poderá achar seu filhote parecido com um "potro indomado", mas com a freqüência ele se acostumará em poucas semanas.
Não deixe que ele o leve para passear, mantenha sempre a posição de comando, o cão deverá andar à sua esquerda.
Não aconselhamos passeios sem guia pois Cockers são cães de caça independentes portanto, cães destemidos, se ele farejar uma trilha que o interessa não pensará duas vezes para segui-la.
PADRÃO DA RAÇA
Classificação F.C.I.:
Grupo 8 - Cães D’água, Levantadores e Retrievers
Seção B.4 - Levantadores Britânicos
Padrão nº 75 c - 24 de junho de 1989
País de origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Cocker Spaniel
Utilização: Levantador de caça
APARÊNCIA GERAL: alegre, robusto, próprio para caça, bem balanceado e compacto, medindo, da cernelha ao chão, aproximadamente, o mesmo que da cernelha à inserção da cauda.
CARACTERÍSTICAS: de natureza alegre, a cauda com movimento incessante e atividade típica cheia de energia, principalmente quando segue o rastro, sem medo de penetrar em esconderijos densos.
TEMPERAMENTO: meigo, afetuoso, cheio de vida e exuberante.
CABEÇA E CRÂNIO: focinho bem quadrado, com stop bem marcado, situado à meia distância entre a ponta do nariz e o occipital. Crânio bem desenvolvido, nitidamente cinzelado, nem muito afilado nem muito grosseiro. Os ossos da face não devem ser proeminentes.
Nariz suficientemente largo para favorecer a capacidade do faro.
Olhos cheios, inseridos na superfície, marrons escuros ou marrons, jamais claros; porém, no caso de cães de cor fígado, fígado ruão e fígado e branco, os olhos são de cor avelã escura, em harmonia com a pelagem; com expressão de inteligência e meiguice, porém alerta, esperto e alegre; pálpebras bem ajustadas.
Orelhas lobulares, de inserção baixa, ao nível dos olhos. Couro refinado, bem revestidas com pêlos longos, lisos e sedosos. Seu comprimento alcança a ponta do nariz, quando, para medir, estende-se o couro para a frente.
Boca: mandíbula forte, com uma mordedura em tesoura, perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores sobrepassam ligeiramente os inferiores e são inseridos em ângulo reto com os maxilares.
PESCOÇO: de comprimento médio, musculoso. Inserido elegantemente em ombros bem inclinados. Garganta sem barbelas.
RONCO: forte e compacto. Antepeito bem desenvolvido de largura moderada e peito profundo. Costelas bem arqueadas. Lombo curto e largo. Linha superior firme e reta, suavemente descendente do final do lombo à raiz da cauda.
ANTERIORES: ombros bem inclinados e refinados. Membros com boa ossatura, retos, suficientemente curtos para concentrar força, sem chegar ao ponto de interferir no tremendo esforço esperado deste pequeno e magnífico cão de caça.
POSTERIORES: largos, bem arredondados e muito musculosos, com boa ossatura. Joelhos bem angulados. Jarretes curtos, dando maior propulsão.
PATAS: como as do gato, firmes, com almofadas grossas.
CAUDA: inserida ligeiramente abaixo da linha do dorso. Deve ser alegre em movimento e portada horizontalmente, nunca para cima. Normalmente amputada com comprimento moderado, adequado para não interferir na sua ação incessante e alegre quando em trabalho.
MOVIMENTAÇÃO: andadura fluente, com grande propulsão e boa cobertura de solo.
PELAGEM: pêlo liso, de textura sedosa, não muito abundante, jamais duro, ondulado ou crespo. Bem franjado nos anteriores, corpo e acima dos jarretes.
CORES: várias.
Partcolor: Azul Ruão, Preto e Branco, Laranja Ruão, Laranja e Branco, Fígado Ruão, Fígado e Branco. - Tricolores: Preto, Branco e Tan, Azul Ruão e Tan, Fígado Branco e Tan, Fígado Ruão e Tan.
Sólidos: Preto, Dourado, Fígado, Black and Tan, Fígado e Tan.
Nas cores sólidas só é permitido a branca no peito.
TAMANHO: altura aproximada para machos de 39 a 41 cm e para fêmeas de 38 a 39 cm. Peso aproximado: de 13 a 15 quilos.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta, e penalizada na exata proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos, visivelmente normais, bem acomodados na bolsa escrotal.
Meus Comentários: Acreditem para quem quer ter a experiência de ter seu primeiro cão, Eu recomendo o Cocker Inglês meu primeiro cão foi um exemplar fêmea desta raça.


O PASTOR ALEMÃO
Ainda como caçador, no período paleolítico, o homem era acompanhado nas suas andanças pelos continentes europeu e asiático, e mesmo na viagem para a América do Norte, por cães selvagens que se alimentavam dos restos dos animais caçados.
Tornando-se sedentário, necessitando proteger as plantações e criações de animais, principalmente ovelhas, fornecedoras de carne e lã , o homem viu no cão o vigia necessário e o domesticou.
No norte da Holanda e no Turquestão foram encontrados esqueletos de cães e de uma espécie domesticada de ovelha que teriam vivido há 8000 anos, mostrando a estreita relação entre os dois animais.
A continuidade ancestral do pastor alemão atual pode ser comprovada pela semelhança entre eles e fósseis de cães que teriam vivido na Idade do Bronze e, na Alemanha, entre os séculos XII e XIII.
Desenvolvendo a agricultura extensiva, sem cercas, os alemães necessitavam de cães que evitassem a invasão das culturas pelas ovelhas. Para essa atividade foram criados todas as famílias de cães pastores.
Assustadiças e debandando pelo simples pânico de um só elemento, o pastoreio das ovelhas exige um animal forte e com movimentação desenvolta com o mínimo gasto de energia.
O moderno cão pastor alemão teve sua origem no cruzamento de cães usados no pastoreio nas regiões alemãs de Wüttemberg, da Turíngia, das duas Saxônias e da Germânia meridional.
Em 1899 foi fundada a Verein für Deutsche Schäferhunde (SV), hoje sediada em Augsburg e possuindo mais de 100 000 sócios distribuídos por 19 sociedades estaduais alemãs. O primeiro cão registrado na SV foi Hektor Linksrein, mais conhecido por Horand v. Grafrath, de propriedade do capitão da cavalaria Max v. Stephanitz, uma das maiores lideranças do programa de unificação da raça. Horand deu origem ao tronco genético responsável por tudo que hoje existe do pastor alemão. A SV influencia a criação pastoreira em todo o mundo.
O pastor alemão é o cão que provoca mais emoções no público. Usado pelas forças militares alemães nas duas Grandes Guerras foi odiado pelos aliados, proibido de entrar em alguns países e teve o nome trocado para pastor alsaciano. Felizmente, por suas atividades de guarda, guia de cego, pastoreio, farejador, companheiro, cão policial e estando presente no salvamento em todas as catástrofes que atingem a humanidade, o pastor alemão mudou esta imagem. Hoje é a única raça de cães que está entre os três primeiros lugares em registros de filhotes em quase todos os países com cinofilia adiantada.
O standard da raça seguido no Brasil, o do FCI, exige um cão harmonioso, substancioso, nobre, expressão forte e valente sem ser hostil. A foto abaixo é de Leif v.d. Noriswand, um dos mais bonitos e perfeitos pastores alemães da atualidade. Deve ser um animal mais longo que alto, numa proporção de 10:8.8. Mediano, com altura, medida na cernelha, entre 55 a 60 cm para as fêmeas e 60 a 65 cm para os machos. Excetuando o branco, todas as cores são permitidas. O cinza ferro, o cinza com partes amarelas, o preto e o amarelo com capa preta são as cores mais encontradas, sendo aceita pequena mancha branca no peito.
Na foto ao lado um dos melhores padreadores da linha de trabalho de todos os tempos, o Fero v. Zeuterner Himmelreich
A pelagem é dupla, o pêlo denso e um sub-pêlo, situado mais profundamente e que, como uma lã de vidro, protege o animal contra insetos, umidade e temperaturas extremas. As típicas orelhas devem ser bem implantadas, moderadamente pontudas, largas na base, abertas para a frente e trazidas eretas quando em atenção e com as linhas medianas perfeitamente verticais e paralelas entre si.
Olhos medianos, amendoados, implantados obliquamente, com a coloração mais escura possível e nunca salientes. Pescoço forte que, quando o animal está em movimento, mantém perfeito prolongamento entre a cabeça e o tronco. A garupa deve ser longa, de boa largura e levemente inclinada. A cauda deve ser cheia, com implante disfarçado na garupa; em repouso desce suavemente em curva tipo sabre e, em movimento, eleva-se tornando um prolongamento do dorso. Importantíssimo no pastor alemão são as angulações dos trens anterior e posterior. As angulações dos membros posteriores consistem de uma série de ângulos retos entre os ossos. Com o membro fletido, o fêmur e a tíbia e a tíbia e o metatarso devem formar ângulos aproximados de 90 graus e o eixo do coxal forma um ângulo de 45 graus com o plano horizontal do dorso. No trem anterior, o úmero e a escápula formam um ângulo de 90 graus, o metacarpo deve ter uma inclinação de 30 graus em relação ao solo, a escápula deve formar um ângulo de 45 graus com o plano horizontal da linha superior e o pescoço um ângulo de 45 graus com a linha do dorso. Há uma correlação entre os ângulos formados pelos ossos dos trens anterior e posterior. O tamanho dos ossos são também muito importantes, devendo o fêmur e a tíbia serem do mesmo comprimento, assim como a escápula e o úmero. Estas características angulares, aliadas a uma forte musculatura, permitem ao pastor alemão realizar, sem grandes esforços, a sua marcha elástica, ampla e harmônica que caracterizam o trotador por excelência. Os membros movimentam-se em diagonal e em dois tempos: ao impulsionar com o membro traseiro esquerdo avança o anterior direito e ao impulsionar com o traseiro direito avança o dianteiro esquerdo. Num determinado momento, os quatro membros ficam fora do chão com o animal livre no ar sem apoio (trote flutuante). Diferentemente de outras raças, durante o movimento os pés aproximam-se da linha média do corpo permitindo maior rendimento e um maior equilíbrio. Uma máquina de andar.
Padrão da Raça
Leif v.d. N Leif v.d. Noriswand
STANDARD OFICIAL PARA A RAÇA PASTOR ALEMÃO(Standard FCI Nº 166/23.03.1991/D.)
O cão Pastor Alemão ressalta logo à primeira vista como um animal harmonioso, bem proporcionado, mais logo do que alto e com um perfeito equilíbrio entre todas as diversas partes do seu todo. É um animal nobre, forte e vivaz, substancioso, sem ser grosseiro, evidência tanto em repouso como quando em repouso como quando em movimento, perfeito apuro muscular e lapides, tal um atleta em perfeita forma.
É dotado de uma personalidade marcante, expressão direta e destemida, sem contudo se mostrar hostil, confiança própria, firmeza de nervos e uma certa reserva que não o predispõe à amizades imediatas e indiscriminadas; enfim de uma nobreza natural e marcante, seguro de si e que por si só impõe confiança, respeito e admiração.
Seus caracteres sexuais secundários são evidentes, dando ao exemplar, logo a primeira vista, a aparência de um macho ou de uma fêmea; aqueles com um porte e comportamento decididamente masculino e estas inconfundivelmente femininas, insertas, porém, de qualquer fragilidade estrutural ou brandura de temperamento.
PELAGEM
Cão Pastor Alemão possui pelagem dupla; sub-pêlo e sobre-pêlo. A quantidade de sub-pêlo vária conforme a estação do ano e o tempo de vida ao ar livre, mas deve estar sempre presente, a fim de protegê-lo da água, temperaturas extremas e insetos. A sua ausência é considerada como falta e como tal punida. O sobre-pêlo apresenta-se em 3 (três) tipos:
PÊLO RIJO NORMAL: Neste tipo, ideal, o sobre-pêlo é o mais denso possível, composto de fios retos, duros, e bem deitados ao corpo. A cabeça inclusive, interior das orelhas, partes interiores das pernas, patas e dedos são providos de pêlos mais curtos e menos ásperos. Já no pescoço a pelagem é levemente mais comprida e forte. Nos membros dianteiros e traseiros os pêlos são em seus anteriores levemente mais curtos e bem deitado ao corpo: alonga-se e elevando-se para as faces posteriores em extensão aos metacarpos e jarretes, chegando, quando nas coxas, a formar calças moderadas.
O comprimento nesse tipo vária levemente na média dos 5 (cinco) centímetros, todavia o muito curto, chamado de rato, ou topeira é indesejável. PÊLO RIJO COMPRIDO: Os fios são mais alongados, nem sempre retos e antes de mais nada não bem deitados ao corpo. Na parte inferior das orelhas e em suas faces posteriores, já bem mais alongados e delicados, formados por vezes tufos. Nas faces posteriores dos membros, assim como na inferior da cauda, pelo seu alongamento, chegam a formar bandeira e, quando nas coxas densos culotes. O tipo de cauda é sempre tufado. Esse tipo de pelagem não se apresenta com a mesma resistência da normal, razão porque é indesejável, permitindo-se, todavia, na reprodução os possuidores de sub-pêlo denso em todo o corpo.
PÊLO COMPRIDO: Ë bem mais alongado que o precedente, mais sedoso e ondulado, repartindo-se normalmente em dois ao longo da linha de dorso, caindo para os flancos. Geralmente, esses animais são dotados de peitos mais estreitos com formação de focinho mais afilado. Este tipo, indesejável, deve ser proibido à reprodução.
COLORAÇÃO
Excetuando o branco, todas as cores são permitidas no cão Pastor Alemão: preto, cinza-ferro, cinza ou unicolor ou com partes marrom, amarelo, bege e cinza claro, capa-preta e todas as suas variações. Em todos esses tipos, uma pequena mancha branca no peito não é sinal de defeito. O sub-pêlo é, com exceção dos animais pretos, sempre levemente colorido.A coloração do filhote é somente definida quando do aparecimento do sobre-pêlo definitivo.
PIGMENTAÇÃO
No cão Pastor Alemão todas as colorações deverão ser fortes, ricas e de pigmentação bem definida sem o menor indicio de desbotamento. Sinais de despigmentação como: olhos claros, unhas brancas, partes internas dos membros, inferior no tronco e cauda esbranquiçada, deverão ser penalizadas de acordo com sua intensidade. Os brancos e os de características albinos, serão desqualificados e vetados a reprodução.
ESTRUTURA
O cão Pastor Alemão é um cão de utilidade, trotador por excelência e, como tal, sua estrutura foi criada para atender às exigências de seu trabalho sob as mais diversas condições.
ALTURA: É um animal levemente acima do tamanho médio. A sua altura, medida por uma perpendicular tirada da ponta da cernelha, com a pelagem comprida, ao solo em nível, tangenciando o cotovelo, deverá ser:
Para os machos: de 60 a 65 cm.Para as fêmeas: de 55 a 60 cm.Variação para mais ou para menos diminuem o seu valor com cão de utilidade e como tal deverão ser penalizados.
COMPRIMENTO: É tomado em perfeita horizontal da ponta do externo a ponta do esquio.
PROPORÇÃO: O cão Pastor Alemão é mais comprido do que alto e a fim de melhor poder cumprir as finalidades para a qual foi criado, a proporção ideal, entre comprimento e altura é aquela compreendida na razão de 10:8.8.
CABEÇA: Forte e de traços bem marcantes, caracterizando-se pela nobreza. Deve ser bem proporcionada ao corpo sem contudo ser grosseira, muito embora um certo grau de rusticidade, especialmente nos machos, seja falta menor do que um super-refinamento.
CRÂNIO: Moderadamente largo entre as orelhas. Quando visto de frente, a lesta é somente um pouco abaulada, sem sulco central ou então só levemente abaulada, vai se inclinando e afilando em direção ao encaixe do focinho onde forma um "stop" obliquo não muito marcado, mas sempre presente.
FOCINHO: Em forma de cunha, alongado e forte, sua linha superior praticamente reta é paralela a um prolongamento imaginário da linha da testa. Visto de frente, com boa base e de narinas bem desenvolvidas, delineadas e sempre úmidas.
BOCHECHAS E LÁBIOS: De bom desenvolvimento, correndo lateralmente numa curvatura suave e sem projetar-se para a frente. Lábios fortes, firmes e bem aderidos oferecendo perfeito fechamento á boca.
MAXILARES: Fortemente desenvolvidos, oferecendo perfeito e sólido encaixe aos dentes. O inferior fraco, estreito e curto, aparentado proeminência do focinho é falta e como tal punida.
ORELHAS: Devem ser moderadamente pontudas, bem implantadas, largas na base, abertas para a frente e trazidas eretas quando em atenção: sendo ideal aquela posição na qual suas linhas medianas sejam perfeitamente verticais e paralelas entre si. Bem inseridas, bem coladas e bem trazidas e equilibradas com a cabeça contribuem para a aparência e expressão do animal.Orelhas muito pequenas, muito grandes, de inserção baixa, abertas, não firmes, caidas e operadas são indesejáveis. As mortas devem ser proibidas à reprodução. Os filhotes, usualmente, não se erguem permanentemente antes do 4º ao 6º mês e algumas vezes ainda mais tarde.
OLHOS: De tamanho médio, amendoados, implantados obliquamente e nunca salientes. A sua cor deve ser a mais escura possível, tolerando-se todavia os mais claros desde que se harmonizem perfeitamente com a coloração geral do animal. Sua expressão deve ser bem viva, inteligente e serena.
DENTES: Em número de 42 (20 superiores e 22 inferiores) na dentição definitiva, fortemente desenvolvidos, branquíssimos e de perfeita implantação. Com a boca fechada a face interna dos incisivos superiores deverá atritar com a face externa dos incisivos inferiores (mordedura em tesoura) o que dá ao animal uma presa mais segura e um menor desgaste dos mesmos. Quando os incisivos da arcada inferior deixarem de atritar com a face interna dos superiores, separando-se, haverá prognatismo superior, o que constitui uma falta. Quando os incisivos superiores baterem contra os incisivos inferiores (mordedura em torquês) é de todo indesejável. A face interna dos incisivos inferiores atritando com a face externa dos incisivos superiores ou os sobrepujando, apresentando-se o prognatismo inferior que constitui uma falta muito grave. A ausência de qualquer dente, é falta e como tal punida de acordo com as normas. Dentes de cinomose descoloridos, quebrados e gastos serão punidos de acordo com a gravidade.
PESCOÇO: Deve ser forte, musculoso, bem torneado, oferecendo uma ligação harmônica entre cabeça e tronco completamente livre de dobras ou peles soltas em sua parte inferior. Com o animal em atenção, cabeça e pescoço devem alçar-se; quando em movimento o porte ideal será com a cabeça mais a frente e em perfeito prolongamento do dorso e cernelha e nunca para o alto ou para baixo.
LINHA SUPERIOR: Esse conjunto deve oferecer uma continuidade harmônica entre Cernelha, Dorso, Lombo, Garupa e Cauda; perfeitamente equilibrado.
CERNELHA: Deve ser forte, bem desenvolvida e conformada, mais alta do que o dorso e inclinando-se levemente para este, oferecendo um perfeito encaixe das omoplatas (e vértebras).
DORSO: Perfeitamente reto e horizontal, fortemente desenvolvido, sem abaulamentos ou convexidades e relativamente curto.
LOMBO: Quando visto pôr cima, deve ser largo e forte unindo-se suavemente ao dorso, e quando visto de lado, não apresenta espaço entre a última costela e a coxa.
GARUPA: Longa, de boa largura e levemente inclinada e bem recoberta de músculos. Garupa horizontal ou plana, muito curta ou caída são consideradas como faltosas e ideal aquela que apresenta uma inclinação de perto de 30º com a linha do dorso, partindo desta em ligação suave.
CAUDA: Cheia, devendo a última vértebra alcançar, no mínimo, a ponta do jarrete e usualmente ainda mais baixo; de inserção disfarçada tipo sabre. Quando o animal em movimento, a cauda deve elevar-se tornando-se um prolongamento do dorso; maiores elevações depreciam a aparência sendo permissíveis em caso de excitação, até uma linha imaginária que seria a perpendicular sobre a sua inserção: ultrapassá-la ou não sair de repouso (cauda morta) é falha.
Cauda em gancho e algumas vezes em lateral é indesejável. Caudas cortadas ou aparadas desqualificam; as muito curtas e as de extremidades rombudas, devido à anquilose, acavalamento ou fusão de vértebras são faltosas.
TRONCO: A estrutura geral do corpo deve dar a impressão de profundidade e solidez, mas sem excesso de volume. O seu comprimento deve ultrapassar a altura da cernelha na proporção devida, os curtos e alongados deverão ser personalizados.
ANTEPEITO: Iniciando-se no pró-externo, bem cheio e descendo bastante entre os membros sem, contudo, ultrapassar a ponta do cotovelo; não revelando largura demasiada e muito menos qualquer indício de concavidade.
ANTEPEITO: Iniciando-se no pró-externo, bem cheio e descendo bastante entre os membros sem, contudo, ultrapassar a ponta do cotovelo; não revelando largura demasiada e muito menos qualquer indício de concavidade.
PEITO: Profundo e de boa capacidade oferecendo bastante espaço para pulmões e coração. Bem projetado para a frente com o pro-externo salientando-se bem a frente dos ombros, quando cisto lateralmente.
COSTELA: Devem ser de boa saliência com relação à coluna vertebral, inclinando-se para trás com relação à esta em ângulo perto de 45º. Bem espaçadas e desenvolvidas, unindo-se em baixo ao estremo que desce suavemente acima do ponto do cotovelo. Não devem Ter curvatura em forma de barril e não serem achatadas.
ABDOMEN: Firme, nunca flácido nem caída. A linha inferior é apenas levemente entrante nos flancos, mas nunca esgalgada, sendo nas fêmeas muito menos acentuada no que nos machos.
MEMBROS:
Dados a sua condição de trotador, no cão Pastor Alemão os membros devem ser proporcionados e angulados de tal maneira que permite, sem uma alteração de sua linha superior, avançar as pernas propulsoras próximas ao centro de gravidade do animal, assim como distender as anteriores em igual extensão.
ANGULAÇÕES ANTERIORES: AS omoplatas devem ser compridas e bem coladas ao corpo, ficando suas extremidades superiores bem unidas para a frente, num ângulo de 135 graus com a linha de dorso, em direção ao ponto onde articula com o úmero(braço) de igual comprimento, formando o ângulo escápulo-umeral bem próximo aos 90 graus. O conjunto assim formado, denominado ombro, deve apresentar-se consistente, bem colado ao corpo, musculoso e nunca solto ou entrante.
POSTERIORES: Deve também consistir numa série de ângulos retos, considerados os ossos em relação uns aos outros. O fêmur (osso da coxa) deve ser paralelo à omoplata e a tíbia (perna) ao úmero. O conjunto da coxa deve ser largo e bem musculoso, com o fêmur e a tíbia alongados e de igual comprimento, formando entre si um ângulo próximo também a 90º.
PERNAS: Os ossos das pernas, ante-braço, devem ser retos e ovalados; nunca redondos, chatas ou com esponjocidades. Como duas pilastras, perfeitamente verticais ao solo sob todos os ângulos, devem equilibrar com a massa do animal, e sem serem grosseiros, contribuírem para a impressão geral de substância. Ossos tortos, mal aprumados, de formação raquítica são decididamente indesejáveis.
METACORPOS: De comprimento médio, firmes e fortes; oferecendo bastante molejo. Devem formar com a linha de solo um ângulo próximo a 60º e, quando vistos de frente, situarem-se no mesmo eixo das pernas. Os eretos, cedentes e desviados são indesejáveis.
METATARSOS: Curtos, lisos, de seção bastante forte; salientando-se em ponta resistente e bem definida. Quando o animal em perfeito "Stay" e de perna avançada, forma um ângulo de 45º com a linha de solo e o recuado situa-se em perfeita vertical vistos por de trás perfeitamente paralelos e colocados no prumo de encaixe na bacia.
PÉS: Fortes, compactos, com dedos bem arqueados; providos de almofadas grossas, bem unida, duras e de bastante espessura; unhas curtas, fortes e escuras. Ergots encontram-se as vezes em determinadas linhagens, devendo ser cortados após o nascimento. Os chamados "pé de gato", assim como os finos, de dedos espalmados e os de "lebre" são indesejáveis.
MOVIMENTAÇÃO
É desembaraçada, harmônica, ampla e elástica: parecendo, sem esforço, macia e ritmica. Trotador por excelência, sua andadura se processa pela forma mais simples; em 2 tempo, isto é, em diagonal. Ao propulsionar com o traseiro esquerdo avança o dianteiro esquerdo, tudo numa sequência rápida, rente ao chão, sem qualquer deles se elevarem alto, quer no seu impulso traseiro, quer no alcance dianteiro.
Atingindo bem a frente na mediana do corpo próximo ao centro de gravidade, o forte propulsor agarra-se ao chão e então, metatarso, joelho e coxa, entrando em ação empuxo fortemente para trás, transmitindo através da garupa ao lombo, dorso e cernelha um vigoroso impulso aos anteriores ocasionando a abertura dos ombros em sua máxima amplitude o que vem permitir às pernas dianteiras alcançarem o mais possível a frente em perfeito equilíbrio com o avanço traseiro, sem perda em rendimento; movimento esse mantido graças às perfeitas correlações angulares e a completa coordenação muscular do conjunto.
As pernas do cão Pastor Alemão não se movimentam em linhas paralelas e separadas como em outras raças, mas seus pés aproximam-se sempre da linha mediana do corpo, para a manutenção do equilíbrio e maior rendimento durante o trote e é por essa razão que, quando visto pela frente ou por trás, seus pés parecem movimentar-se juntos; não devendo todavia, nessa sequência, cruzarem-se, oscilarem os jarretes ou forçarem os joelhos para fora, o que seria falta. Em todo esse movimento há sempre um ponto de apoio, todavia, nos melhores exemplares dotados de ideias angulações, posição de garupa e perfeita firmeza da linha superior, dando sequência rápida de passadas e ideal coordenação muscular, chega o momento em que o animal mantém-se completamente livre no ar sem nenhum apoio e a isso se denomina "Trote flutuante", condição somente alcançada em cães pertencentes a raça Pastor Alemão.
CARÁTER E TEMPERAMENTO:
Temperamento forte, caráter incorruptível, firmeza de nervos, atenção, fidelidade, coragem e alto espírito de luta são caracteristicas marcante da raça; todavia, embora não dado a amizade imediatas e indiscriminadas, quando em companhia de seu condutor deverá permitir a aproximação calma de estranhos, denotando confiança e perfeita controle nervoso mas, quando exigido, ardente e alerta, capaz e desejoso de servir com toda a força de seu caráter e temperamento.
AVALIAÇÃO DE FALTAS:
DESQUALIFICANTES: Albísmo - animais brancos - orelhas aparadas - orelhas mortas - caudas cortadas - caudas mistificadas - monorquidos - criptorquidos - descontrole nervoso - medo de tiro.
MUITO GRAVES: Prognatismo inferior - falta de 4 pré-molares ou outro qualquer dente excetuado o 3º molar - Caudas de extremidades rombuda - timidez - Falta de confiança - nervosismo - agressividade exagerada - mordedor de medo - sensibilidade ao tiro.
GRAVES: prognatismo superior - falta de 3 pré-molares ou de um terceiro pré-molar o de um terceiro pré-molar o de um terceiro pré-molar - dentição cariosa - sinais fortes de despigmentação - maxiliares fracos - caudas muito curtas - caudas enrroscadas - ausência de sub-pêlo - falta de nobreza - apatia - indiferença - falta de harmonia e proporção -machos afeminados - fêmeas masculinizadas - falta na linha superior - faltas em aprumos - raquitismo - falta de expressão típica do cão d Pastor Alemão.
SIMPLES: mordedora em torquês - falta de 2 pequenos pré-molares - mau porte de orelhas - cabeça refinadas - focinhos alongados - faltas na conformação de pés - deficiência muscular - pelagem imprópria - dentes afetados (descoloridos, gastos, escuros, estragados por cinomose, etc) - olhos claros.
MENORES: falta de um pequeno pré-molar - mau porte de cauda - olhos arredondados - olhos salientes - pelagem imprópria por condições temporárias - musculatura labial enfraquecida - pele solta no pescoço (barbela).
Ainda como caçador, no período paleolítico, o homem era acompanhado nas suas andanças pelos continentes europeu e asiático, e mesmo na viagem para a América do Norte, por cães selvagens que se alimentavam dos restos dos animais caçados.
Tornando-se sedentário, necessitando proteger as plantações e criações de animais, principalmente ovelhas, fornecedoras de carne e lã , o homem viu no cão o vigia necessário e o domesticou.
No norte da Holanda e no Turquestão foram encontrados esqueletos de cães e de uma espécie domesticada de ovelha que teriam vivido há 8000 anos, mostrando a estreita relação entre os dois animais.
A continuidade ancestral do pastor alemão atual pode ser comprovada pela semelhança entre eles e fósseis de cães que teriam vivido na Idade do Bronze e, na Alemanha, entre os séculos XII e XIII.
Desenvolvendo a agricultura extensiva, sem cercas, os alemães necessitavam de cães que evitassem a invasão das culturas pelas ovelhas. Para essa atividade foram criados todas as famílias de cães pastores.
Assustadiças e debandando pelo simples pânico de um só elemento, o pastoreio das ovelhas exige um animal forte e com movimentação desenvolta com o mínimo gasto de energia.
O moderno cão pastor alemão teve sua origem no cruzamento de cães usados no pastoreio nas regiões alemãs de Wüttemberg, da Turíngia, das duas Saxônias e da Germânia meridional.
Em 1899 foi fundada a Verein für Deutsche Schäferhunde (SV), hoje sediada em Augsburg e possuindo mais de 100 000 sócios distribuídos por 19 sociedades estaduais alemãs. O primeiro cão registrado na SV foi Hektor Linksrein, mais conhecido por Horand v. Grafrath, de propriedade do capitão da cavalaria Max v. Stephanitz, uma das maiores lideranças do programa de unificação da raça. Horand deu origem ao tronco genético responsável por tudo que hoje existe do pastor alemão. A SV influencia a criação pastoreira em todo o mundo.
O pastor alemão é o cão que provoca mais emoções no público. Usado pelas forças militares alemães nas duas Grandes Guerras foi odiado pelos aliados, proibido de entrar em alguns países e teve o nome trocado para pastor alsaciano. Felizmente, por suas atividades de guarda, guia de cego, pastoreio, farejador, companheiro, cão policial e estando presente no salvamento em todas as catástrofes que atingem a humanidade, o pastor alemão mudou esta imagem. Hoje é a única raça de cães que está entre os três primeiros lugares em registros de filhotes em quase todos os países com cinofilia adiantada.
O standard da raça seguido no Brasil, o do FCI, exige um cão harmonioso, substancioso, nobre, expressão forte e valente sem ser hostil. A foto abaixo é de Leif v.d. Noriswand, um dos mais bonitos e perfeitos pastores alemães da atualidade. Deve ser um animal mais longo que alto, numa proporção de 10:8.8. Mediano, com altura, medida na cernelha, entre 55 a 60 cm para as fêmeas e 60 a 65 cm para os machos. Excetuando o branco, todas as cores são permitidas. O cinza ferro, o cinza com partes amarelas, o preto e o amarelo com capa preta são as cores mais encontradas, sendo aceita pequena mancha branca no peito.
Na foto ao lado um dos melhores padreadores da linha de trabalho de todos os tempos, o Fero v. Zeuterner Himmelreich
A pelagem é dupla, o pêlo denso e um sub-pêlo, situado mais profundamente e que, como uma lã de vidro, protege o animal contra insetos, umidade e temperaturas extremas. As típicas orelhas devem ser bem implantadas, moderadamente pontudas, largas na base, abertas para a frente e trazidas eretas quando em atenção e com as linhas medianas perfeitamente verticais e paralelas entre si.
Olhos medianos, amendoados, implantados obliquamente, com a coloração mais escura possível e nunca salientes. Pescoço forte que, quando o animal está em movimento, mantém perfeito prolongamento entre a cabeça e o tronco. A garupa deve ser longa, de boa largura e levemente inclinada. A cauda deve ser cheia, com implante disfarçado na garupa; em repouso desce suavemente em curva tipo sabre e, em movimento, eleva-se tornando um prolongamento do dorso. Importantíssimo no pastor alemão são as angulações dos trens anterior e posterior. As angulações dos membros posteriores consistem de uma série de ângulos retos entre os ossos. Com o membro fletido, o fêmur e a tíbia e a tíbia e o metatarso devem formar ângulos aproximados de 90 graus e o eixo do coxal forma um ângulo de 45 graus com o plano horizontal do dorso. No trem anterior, o úmero e a escápula formam um ângulo de 90 graus, o metacarpo deve ter uma inclinação de 30 graus em relação ao solo, a escápula deve formar um ângulo de 45 graus com o plano horizontal da linha superior e o pescoço um ângulo de 45 graus com a linha do dorso. Há uma correlação entre os ângulos formados pelos ossos dos trens anterior e posterior. O tamanho dos ossos são também muito importantes, devendo o fêmur e a tíbia serem do mesmo comprimento, assim como a escápula e o úmero. Estas características angulares, aliadas a uma forte musculatura, permitem ao pastor alemão realizar, sem grandes esforços, a sua marcha elástica, ampla e harmônica que caracterizam o trotador por excelência. Os membros movimentam-se em diagonal e em dois tempos: ao impulsionar com o membro traseiro esquerdo avança o anterior direito e ao impulsionar com o traseiro direito avança o dianteiro esquerdo. Num determinado momento, os quatro membros ficam fora do chão com o animal livre no ar sem apoio (trote flutuante). Diferentemente de outras raças, durante o movimento os pés aproximam-se da linha média do corpo permitindo maior rendimento e um maior equilíbrio. Uma máquina de andar.
Padrão da Raça
Leif v.d. N Leif v.d. Noriswand
STANDARD OFICIAL PARA A RAÇA PASTOR ALEMÃO(Standard FCI Nº 166/23.03.1991/D.)
O cão Pastor Alemão ressalta logo à primeira vista como um animal harmonioso, bem proporcionado, mais logo do que alto e com um perfeito equilíbrio entre todas as diversas partes do seu todo. É um animal nobre, forte e vivaz, substancioso, sem ser grosseiro, evidência tanto em repouso como quando em repouso como quando em movimento, perfeito apuro muscular e lapides, tal um atleta em perfeita forma.
É dotado de uma personalidade marcante, expressão direta e destemida, sem contudo se mostrar hostil, confiança própria, firmeza de nervos e uma certa reserva que não o predispõe à amizades imediatas e indiscriminadas; enfim de uma nobreza natural e marcante, seguro de si e que por si só impõe confiança, respeito e admiração.
Seus caracteres sexuais secundários são evidentes, dando ao exemplar, logo a primeira vista, a aparência de um macho ou de uma fêmea; aqueles com um porte e comportamento decididamente masculino e estas inconfundivelmente femininas, insertas, porém, de qualquer fragilidade estrutural ou brandura de temperamento.
PELAGEM
Cão Pastor Alemão possui pelagem dupla; sub-pêlo e sobre-pêlo. A quantidade de sub-pêlo vária conforme a estação do ano e o tempo de vida ao ar livre, mas deve estar sempre presente, a fim de protegê-lo da água, temperaturas extremas e insetos. A sua ausência é considerada como falta e como tal punida. O sobre-pêlo apresenta-se em 3 (três) tipos:
PÊLO RIJO NORMAL: Neste tipo, ideal, o sobre-pêlo é o mais denso possível, composto de fios retos, duros, e bem deitados ao corpo. A cabeça inclusive, interior das orelhas, partes interiores das pernas, patas e dedos são providos de pêlos mais curtos e menos ásperos. Já no pescoço a pelagem é levemente mais comprida e forte. Nos membros dianteiros e traseiros os pêlos são em seus anteriores levemente mais curtos e bem deitado ao corpo: alonga-se e elevando-se para as faces posteriores em extensão aos metacarpos e jarretes, chegando, quando nas coxas, a formar calças moderadas.
O comprimento nesse tipo vária levemente na média dos 5 (cinco) centímetros, todavia o muito curto, chamado de rato, ou topeira é indesejável. PÊLO RIJO COMPRIDO: Os fios são mais alongados, nem sempre retos e antes de mais nada não bem deitados ao corpo. Na parte inferior das orelhas e em suas faces posteriores, já bem mais alongados e delicados, formados por vezes tufos. Nas faces posteriores dos membros, assim como na inferior da cauda, pelo seu alongamento, chegam a formar bandeira e, quando nas coxas densos culotes. O tipo de cauda é sempre tufado. Esse tipo de pelagem não se apresenta com a mesma resistência da normal, razão porque é indesejável, permitindo-se, todavia, na reprodução os possuidores de sub-pêlo denso em todo o corpo.
PÊLO COMPRIDO: Ë bem mais alongado que o precedente, mais sedoso e ondulado, repartindo-se normalmente em dois ao longo da linha de dorso, caindo para os flancos. Geralmente, esses animais são dotados de peitos mais estreitos com formação de focinho mais afilado. Este tipo, indesejável, deve ser proibido à reprodução.
COLORAÇÃO
Excetuando o branco, todas as cores são permitidas no cão Pastor Alemão: preto, cinza-ferro, cinza ou unicolor ou com partes marrom, amarelo, bege e cinza claro, capa-preta e todas as suas variações. Em todos esses tipos, uma pequena mancha branca no peito não é sinal de defeito. O sub-pêlo é, com exceção dos animais pretos, sempre levemente colorido.A coloração do filhote é somente definida quando do aparecimento do sobre-pêlo definitivo.
PIGMENTAÇÃO
No cão Pastor Alemão todas as colorações deverão ser fortes, ricas e de pigmentação bem definida sem o menor indicio de desbotamento. Sinais de despigmentação como: olhos claros, unhas brancas, partes internas dos membros, inferior no tronco e cauda esbranquiçada, deverão ser penalizadas de acordo com sua intensidade. Os brancos e os de características albinos, serão desqualificados e vetados a reprodução.
ESTRUTURA
O cão Pastor Alemão é um cão de utilidade, trotador por excelência e, como tal, sua estrutura foi criada para atender às exigências de seu trabalho sob as mais diversas condições.
ALTURA: É um animal levemente acima do tamanho médio. A sua altura, medida por uma perpendicular tirada da ponta da cernelha, com a pelagem comprida, ao solo em nível, tangenciando o cotovelo, deverá ser:
Para os machos: de 60 a 65 cm.Para as fêmeas: de 55 a 60 cm.Variação para mais ou para menos diminuem o seu valor com cão de utilidade e como tal deverão ser penalizados.
COMPRIMENTO: É tomado em perfeita horizontal da ponta do externo a ponta do esquio.
PROPORÇÃO: O cão Pastor Alemão é mais comprido do que alto e a fim de melhor poder cumprir as finalidades para a qual foi criado, a proporção ideal, entre comprimento e altura é aquela compreendida na razão de 10:8.8.
CABEÇA: Forte e de traços bem marcantes, caracterizando-se pela nobreza. Deve ser bem proporcionada ao corpo sem contudo ser grosseira, muito embora um certo grau de rusticidade, especialmente nos machos, seja falta menor do que um super-refinamento.
CRÂNIO: Moderadamente largo entre as orelhas. Quando visto de frente, a lesta é somente um pouco abaulada, sem sulco central ou então só levemente abaulada, vai se inclinando e afilando em direção ao encaixe do focinho onde forma um "stop" obliquo não muito marcado, mas sempre presente.
FOCINHO: Em forma de cunha, alongado e forte, sua linha superior praticamente reta é paralela a um prolongamento imaginário da linha da testa. Visto de frente, com boa base e de narinas bem desenvolvidas, delineadas e sempre úmidas.
BOCHECHAS E LÁBIOS: De bom desenvolvimento, correndo lateralmente numa curvatura suave e sem projetar-se para a frente. Lábios fortes, firmes e bem aderidos oferecendo perfeito fechamento á boca.
MAXILARES: Fortemente desenvolvidos, oferecendo perfeito e sólido encaixe aos dentes. O inferior fraco, estreito e curto, aparentado proeminência do focinho é falta e como tal punida.
ORELHAS: Devem ser moderadamente pontudas, bem implantadas, largas na base, abertas para a frente e trazidas eretas quando em atenção: sendo ideal aquela posição na qual suas linhas medianas sejam perfeitamente verticais e paralelas entre si. Bem inseridas, bem coladas e bem trazidas e equilibradas com a cabeça contribuem para a aparência e expressão do animal.Orelhas muito pequenas, muito grandes, de inserção baixa, abertas, não firmes, caidas e operadas são indesejáveis. As mortas devem ser proibidas à reprodução. Os filhotes, usualmente, não se erguem permanentemente antes do 4º ao 6º mês e algumas vezes ainda mais tarde.
OLHOS: De tamanho médio, amendoados, implantados obliquamente e nunca salientes. A sua cor deve ser a mais escura possível, tolerando-se todavia os mais claros desde que se harmonizem perfeitamente com a coloração geral do animal. Sua expressão deve ser bem viva, inteligente e serena.
DENTES: Em número de 42 (20 superiores e 22 inferiores) na dentição definitiva, fortemente desenvolvidos, branquíssimos e de perfeita implantação. Com a boca fechada a face interna dos incisivos superiores deverá atritar com a face externa dos incisivos inferiores (mordedura em tesoura) o que dá ao animal uma presa mais segura e um menor desgaste dos mesmos. Quando os incisivos da arcada inferior deixarem de atritar com a face interna dos superiores, separando-se, haverá prognatismo superior, o que constitui uma falta. Quando os incisivos superiores baterem contra os incisivos inferiores (mordedura em torquês) é de todo indesejável. A face interna dos incisivos inferiores atritando com a face externa dos incisivos superiores ou os sobrepujando, apresentando-se o prognatismo inferior que constitui uma falta muito grave. A ausência de qualquer dente, é falta e como tal punida de acordo com as normas. Dentes de cinomose descoloridos, quebrados e gastos serão punidos de acordo com a gravidade.
PESCOÇO: Deve ser forte, musculoso, bem torneado, oferecendo uma ligação harmônica entre cabeça e tronco completamente livre de dobras ou peles soltas em sua parte inferior. Com o animal em atenção, cabeça e pescoço devem alçar-se; quando em movimento o porte ideal será com a cabeça mais a frente e em perfeito prolongamento do dorso e cernelha e nunca para o alto ou para baixo.
LINHA SUPERIOR: Esse conjunto deve oferecer uma continuidade harmônica entre Cernelha, Dorso, Lombo, Garupa e Cauda; perfeitamente equilibrado.
CERNELHA: Deve ser forte, bem desenvolvida e conformada, mais alta do que o dorso e inclinando-se levemente para este, oferecendo um perfeito encaixe das omoplatas (e vértebras).
DORSO: Perfeitamente reto e horizontal, fortemente desenvolvido, sem abaulamentos ou convexidades e relativamente curto.
LOMBO: Quando visto pôr cima, deve ser largo e forte unindo-se suavemente ao dorso, e quando visto de lado, não apresenta espaço entre a última costela e a coxa.
GARUPA: Longa, de boa largura e levemente inclinada e bem recoberta de músculos. Garupa horizontal ou plana, muito curta ou caída são consideradas como faltosas e ideal aquela que apresenta uma inclinação de perto de 30º com a linha do dorso, partindo desta em ligação suave.
CAUDA: Cheia, devendo a última vértebra alcançar, no mínimo, a ponta do jarrete e usualmente ainda mais baixo; de inserção disfarçada tipo sabre. Quando o animal em movimento, a cauda deve elevar-se tornando-se um prolongamento do dorso; maiores elevações depreciam a aparência sendo permissíveis em caso de excitação, até uma linha imaginária que seria a perpendicular sobre a sua inserção: ultrapassá-la ou não sair de repouso (cauda morta) é falha.
Cauda em gancho e algumas vezes em lateral é indesejável. Caudas cortadas ou aparadas desqualificam; as muito curtas e as de extremidades rombudas, devido à anquilose, acavalamento ou fusão de vértebras são faltosas.
TRONCO: A estrutura geral do corpo deve dar a impressão de profundidade e solidez, mas sem excesso de volume. O seu comprimento deve ultrapassar a altura da cernelha na proporção devida, os curtos e alongados deverão ser personalizados.
ANTEPEITO: Iniciando-se no pró-externo, bem cheio e descendo bastante entre os membros sem, contudo, ultrapassar a ponta do cotovelo; não revelando largura demasiada e muito menos qualquer indício de concavidade.
ANTEPEITO: Iniciando-se no pró-externo, bem cheio e descendo bastante entre os membros sem, contudo, ultrapassar a ponta do cotovelo; não revelando largura demasiada e muito menos qualquer indício de concavidade.
PEITO: Profundo e de boa capacidade oferecendo bastante espaço para pulmões e coração. Bem projetado para a frente com o pro-externo salientando-se bem a frente dos ombros, quando cisto lateralmente.
COSTELA: Devem ser de boa saliência com relação à coluna vertebral, inclinando-se para trás com relação à esta em ângulo perto de 45º. Bem espaçadas e desenvolvidas, unindo-se em baixo ao estremo que desce suavemente acima do ponto do cotovelo. Não devem Ter curvatura em forma de barril e não serem achatadas.
ABDOMEN: Firme, nunca flácido nem caída. A linha inferior é apenas levemente entrante nos flancos, mas nunca esgalgada, sendo nas fêmeas muito menos acentuada no que nos machos.
MEMBROS:
Dados a sua condição de trotador, no cão Pastor Alemão os membros devem ser proporcionados e angulados de tal maneira que permite, sem uma alteração de sua linha superior, avançar as pernas propulsoras próximas ao centro de gravidade do animal, assim como distender as anteriores em igual extensão.
ANGULAÇÕES ANTERIORES: AS omoplatas devem ser compridas e bem coladas ao corpo, ficando suas extremidades superiores bem unidas para a frente, num ângulo de 135 graus com a linha de dorso, em direção ao ponto onde articula com o úmero(braço) de igual comprimento, formando o ângulo escápulo-umeral bem próximo aos 90 graus. O conjunto assim formado, denominado ombro, deve apresentar-se consistente, bem colado ao corpo, musculoso e nunca solto ou entrante.
POSTERIORES: Deve também consistir numa série de ângulos retos, considerados os ossos em relação uns aos outros. O fêmur (osso da coxa) deve ser paralelo à omoplata e a tíbia (perna) ao úmero. O conjunto da coxa deve ser largo e bem musculoso, com o fêmur e a tíbia alongados e de igual comprimento, formando entre si um ângulo próximo também a 90º.
PERNAS: Os ossos das pernas, ante-braço, devem ser retos e ovalados; nunca redondos, chatas ou com esponjocidades. Como duas pilastras, perfeitamente verticais ao solo sob todos os ângulos, devem equilibrar com a massa do animal, e sem serem grosseiros, contribuírem para a impressão geral de substância. Ossos tortos, mal aprumados, de formação raquítica são decididamente indesejáveis.
METACORPOS: De comprimento médio, firmes e fortes; oferecendo bastante molejo. Devem formar com a linha de solo um ângulo próximo a 60º e, quando vistos de frente, situarem-se no mesmo eixo das pernas. Os eretos, cedentes e desviados são indesejáveis.
METATARSOS: Curtos, lisos, de seção bastante forte; salientando-se em ponta resistente e bem definida. Quando o animal em perfeito "Stay" e de perna avançada, forma um ângulo de 45º com a linha de solo e o recuado situa-se em perfeita vertical vistos por de trás perfeitamente paralelos e colocados no prumo de encaixe na bacia.
PÉS: Fortes, compactos, com dedos bem arqueados; providos de almofadas grossas, bem unida, duras e de bastante espessura; unhas curtas, fortes e escuras. Ergots encontram-se as vezes em determinadas linhagens, devendo ser cortados após o nascimento. Os chamados "pé de gato", assim como os finos, de dedos espalmados e os de "lebre" são indesejáveis.
MOVIMENTAÇÃO
É desembaraçada, harmônica, ampla e elástica: parecendo, sem esforço, macia e ritmica. Trotador por excelência, sua andadura se processa pela forma mais simples; em 2 tempo, isto é, em diagonal. Ao propulsionar com o traseiro esquerdo avança o dianteiro esquerdo, tudo numa sequência rápida, rente ao chão, sem qualquer deles se elevarem alto, quer no seu impulso traseiro, quer no alcance dianteiro.
Atingindo bem a frente na mediana do corpo próximo ao centro de gravidade, o forte propulsor agarra-se ao chão e então, metatarso, joelho e coxa, entrando em ação empuxo fortemente para trás, transmitindo através da garupa ao lombo, dorso e cernelha um vigoroso impulso aos anteriores ocasionando a abertura dos ombros em sua máxima amplitude o que vem permitir às pernas dianteiras alcançarem o mais possível a frente em perfeito equilíbrio com o avanço traseiro, sem perda em rendimento; movimento esse mantido graças às perfeitas correlações angulares e a completa coordenação muscular do conjunto.
As pernas do cão Pastor Alemão não se movimentam em linhas paralelas e separadas como em outras raças, mas seus pés aproximam-se sempre da linha mediana do corpo, para a manutenção do equilíbrio e maior rendimento durante o trote e é por essa razão que, quando visto pela frente ou por trás, seus pés parecem movimentar-se juntos; não devendo todavia, nessa sequência, cruzarem-se, oscilarem os jarretes ou forçarem os joelhos para fora, o que seria falta. Em todo esse movimento há sempre um ponto de apoio, todavia, nos melhores exemplares dotados de ideias angulações, posição de garupa e perfeita firmeza da linha superior, dando sequência rápida de passadas e ideal coordenação muscular, chega o momento em que o animal mantém-se completamente livre no ar sem nenhum apoio e a isso se denomina "Trote flutuante", condição somente alcançada em cães pertencentes a raça Pastor Alemão.
CARÁTER E TEMPERAMENTO:
Temperamento forte, caráter incorruptível, firmeza de nervos, atenção, fidelidade, coragem e alto espírito de luta são caracteristicas marcante da raça; todavia, embora não dado a amizade imediatas e indiscriminadas, quando em companhia de seu condutor deverá permitir a aproximação calma de estranhos, denotando confiança e perfeita controle nervoso mas, quando exigido, ardente e alerta, capaz e desejoso de servir com toda a força de seu caráter e temperamento.
AVALIAÇÃO DE FALTAS:
DESQUALIFICANTES: Albísmo - animais brancos - orelhas aparadas - orelhas mortas - caudas cortadas - caudas mistificadas - monorquidos - criptorquidos - descontrole nervoso - medo de tiro.
MUITO GRAVES: Prognatismo inferior - falta de 4 pré-molares ou outro qualquer dente excetuado o 3º molar - Caudas de extremidades rombuda - timidez - Falta de confiança - nervosismo - agressividade exagerada - mordedor de medo - sensibilidade ao tiro.
GRAVES: prognatismo superior - falta de 3 pré-molares ou de um terceiro pré-molar o de um terceiro pré-molar o de um terceiro pré-molar - dentição cariosa - sinais fortes de despigmentação - maxiliares fracos - caudas muito curtas - caudas enrroscadas - ausência de sub-pêlo - falta de nobreza - apatia - indiferença - falta de harmonia e proporção -machos afeminados - fêmeas masculinizadas - falta na linha superior - faltas em aprumos - raquitismo - falta de expressão típica do cão d Pastor Alemão.
SIMPLES: mordedora em torquês - falta de 2 pequenos pré-molares - mau porte de orelhas - cabeça refinadas - focinhos alongados - faltas na conformação de pés - deficiência muscular - pelagem imprópria - dentes afetados (descoloridos, gastos, escuros, estragados por cinomose, etc) - olhos claros.
MENORES: falta de um pequeno pré-molar - mau porte de cauda - olhos arredondados - olhos salientes - pelagem imprópria por condições temporárias - musculatura labial enfraquecida - pele solta no pescoço (barbela).
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